Política

Governo aciona SUS para enfrentar impactos de conflito na Venezuela

Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, mobiliza Força Nacional do SUS e equipes de Saúde Indígena diante do aumento do fluxo de venezuelanos e da captura de Nicolás Maduro pelos EUA

04/01/2026 às 06:58 por Redação Plox

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nas redes sociais neste sábado (3/1) que o Sistema Único de Saúde (SUS) já foi estruturado para enfrentar eventuais consequências do conflito militar na Venezuela, país que faz fronteira com a Região Norte do Brasil.

Alexandre Padilha

Alexandre Padilha

Foto: Agência Brasil


A sinalização de Padilha reforça a preocupação do governo federal com um possível fluxo intenso de venezuelanos rumo ao Brasil, o que poderia pressionar ainda mais a rede pública de saúde e demais serviços na fronteira.

Força Nacional do SUS e saúde indígena em alerta

Em sua publicação, o ministro explicou que foram mobilizadas diferentes frentes do sistema de saúde. Ele mencionou a atuação da agência do SUS, da Força Nacional do SUS e das equipes de Saúde Indígena com o objetivo de reduzir impactos do conflito no atendimento em território brasileiro.

Desde o início das operações militares no entorno do país vizinho, preparamos a nossa agência do SUS, a Força Nacional do SUS e nossas equipes de Saúde Indígena para reduzirmos, ao máximo, os impactos do conflito na saúde e no SUS brasileiro. Que venha a PAZ! Enquanto isso, cuidaremos de quem precisar ser cuidado, em solo brasileiro

Alexandre Padilha

Pressão sobre o SUS em Roraima

Padilha destacou que o Ministério da Saúde e o SUS em Roraima já sentem reflexos diretos da crise venezuelana. Segundo ele, os investimentos foram ampliados especialmente após a suspensão, pelos Estados Unidos, de financiamentos destinados à Operação Acolhida, ação humanitária voltada a refugiados venezuelanos no Estado.

De acordo com o ministro, a pasta reforçou o envio de recursos e de profissionais tanto para a capital quanto para áreas indígenas, de forma a manter o atendimento diante do aumento da demanda.

Posição do governo após captura de Maduro

Alexandre Padilha foi o primeiro integrante do governo brasileiro a se manifestar após a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pelas forças armadas dos Estados Unidos, sob o governo de Donald Trump.

Sem mencionar diretamente os envolvidos, o ministro condenou o uso de ataques militares e chamou atenção para as consequências de conflitos armados sobre populações civis e estruturas de saúde.

Depois da manifestação de Padilha, o presidente Lula também se pronunciou publicamente, condenando de forma contundente a ofensiva norte-americana e a captura do líder venezuelano.

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