MPMG denuncia coordenador religioso por tentativa de estupro e assédio contra adolescente em Inhapim
Homem de 46 anos é acusado de abordar jovem de 16 anos em casa e de assediá-la reiteradamente por mensagens; caso vai para a 2ª Vara Criminal
04/02/2026 às 11:18por Redação Plox
04/02/2026 às 11:18
— por Redação Plox
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O Ministério Público de Minas Gerais, por meio da Promotoria de Justiça da comarca de Inhapim, ofereceu denúncia contra um homem de 46 anos pela prática dos crimes de estupro tentado na forma majorada, favorecimento da prostituição ou exploração sexual de adolescente e assédio sexual majorado, tendo como vítima uma adolescente de 16 anos. Os fatos teriam ocorrido em 15 de maio de 2025, no município de Inhapim.
A denúncia relata ainda que o homem se valeu de sua posição de liderança religiosa e da ascendência moral que exercia sobre a vítima para assediá-la de forma sistemática, enviando mensagens pelo WhatsApp com conteúdo inadequado, manifestando interesse sexual, oferecendo presentes e insistindo para que ela fosse à sua residência, em conduta que caracterizaria aliciamento e exploração sexual.
Foto: Divulgação
De acordo com a apuração, o denunciado, que exercia o cargo de coordenador religioso e mantinha relação de confiança com a comunidade, convidou a adolescente para ir até sua casa sob o pretexto de entregar um presente de aniversário. No local, de forma repentina e violenta, ele teria agarrado a vítima, beijando-a à força e passando as mãos em suas partes íntimas, contra a vontade expressa da menor.
O crime não se consumou porque a adolescente conseguiu se desvencilhar e fugir do imóvel.
Mensagens e assédio reiterado
A denúncia relata ainda que o homem se valeu de sua posição de liderança religiosa e da ascendência moral que exercia sobre a vítima para assediá-la de forma sistemática, enviando mensagens pelo WhatsApp com conteúdo inadequado, manifestando interesse sexual, oferecendo presentes e insistindo para que ela fosse à sua residência, em conduta que caracterizaria aliciamento e exploração sexual.
Uso da posição religiosa e possível pena
O Ministério Público destacou que o denunciado teria se prevalecido de sua condição de superior hierárquico religioso para constranger a adolescente, que exercia função de celebrante na igreja e se sentia coagida a manter as conversas por temer represálias.
O denunciado responderá ao processo perante a 2ª Vara Criminal da comarca de Inhapim. Será designada audiência de instrução e julgamento, na qual serão colhidas provas e depoimentos. Caso seja condenado, poderá cumprir pena de 16 a 30 anos de prisão pelos crimes imputados.
A atuação do Ministério Público reafirma o compromisso institucional com o enfrentamento rigoroso dos crimes praticados contra crianças e adolescentes, especialmente quando envolvem abuso de confiança e posição de autoridade, visando assegurar a proteção integral e a responsabilização penal de condutas que atentem contra a dignidade sexual e o desenvolvimento saudável de menores.