Polícia Civil e MPRJ deflagram nova fase da Operação Contenção contra avanço do Comando Vermelho em Caxias
Ação cumpre 40 mandados de prisão e 33 de busca e apreensão na comunidade Vai Quem Quer e já registrou ao menos cinco presos
04/02/2026 às 08:05por Redação Plox
04/02/2026 às 08:05
— por Redação Plox
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público do Estado (MPRJ) deflagraram nesta quarta-feira (4) mais uma fase da Operação Contenção, que mira o avanço territorial da facção Comando Vermelho (CV) na Região Metropolitana. Desta vez, a ofensiva acontece em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Até a última atualização, 5 pessoas haviam sido presas.
Policiais civis cumprem mandado na Operação Contenção
Foto: Divulgação/PCERJ
A nova etapa da operação é conduzida por equipes da 31ª DP (Ricardo de Albuquerque) em parceria com promotores do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ). Os agentes saíram às ruas para cumprir 40 mandados de prisão e 33 de busca e apreensão, com foco principal na comunidade Vai Quem Quer.
Segundo a Polícia Civil, a comunidade é chefiada por Rodolfo Manhães Viana, conhecido como Rato. Preso em um presídio federal, ele seguiria comandando o tráfico de drogas na Vai Quem Quer mesmo atrás das grades, de acordo com as investigações.
Procurados ligados à tentativa de resgate de líder do tráfico
Parte dos alvos desta fase da Operação Contenção é composta por suspeitos de envolvimento na tentativa de resgate de Rato, ocorrida há cerca de um ano, quando a 60ª DP (Campos Elíseos) foi metralhada.
As apurações também apontaram a existência de uma espécie de “caixinha” centralizada da facção. De acordo com os investigadores, esse fundo comum era alimentado por chefes locais e destinado a custear despesas de familiares de integrantes presos e a financiar a compra e venda de armas e drogas.
Ataque à 60ª DP e reação das forças de segurança
Rato havia sido preso na manhã de 15 de fevereiro de 2025. Na mesma noite, traficantes metralharam a 60ª DP, em Campos Elíseos, numa tentativa de libertá-lo. Dois policiais ficaram feridos na ação.
Pelo menos 10 criminosos cercaram a delegacia e abriram fogo. A entrada da unidade ficou destruída, o imóvel precisou ser interditado e só foi reinaugurado um mês depois.
No momento do ataque, Rato e um comparsa já tinham sido transferidos da delegacia. A ofensiva dos criminosos desencadeou uma série de operações policiais na região, que resultaram em prisões e mortes de traficantes apontados como envolvidos, direta ou indiretamente, na tentativa de resgate.
Marcas de tiros no interior da 60ª DP (Campos Elíseos)