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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), anunciou nesta quarta-feira (4) um pacote bilionário de investimentos em habitação e desenvolvimento urbano no estado. O evento, realizado no Palácio dos Bandeirantes, reuniu deputados aliados e prefeitos de 220 municípios do interior, público ao qual o governador direcionou a maior parte do discurso.
Tarcísio de Freitas lança pacote bilionário de habitação em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes
Foto: Reprodução/Governo de São Paulo
O plano do governo prevê R$ 6,4 bilhões em ações imediatas e de longo prazo. De acordo com Tarcísio, o conjunto contempla obras voltadas a municípios de todos os portes. Entre as medidas está a produção de 10 mil novas moradias para famílias de baixa renda pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), distribuídas por 146 municípios paulistas.
Além da ampliação de unidades da CDHU, o governo lançou um programa de desenvolvimento urbano e habitacional em áreas próximas a estações ferroviárias. Batizado de Novas Centralidades, o plano prevê a construção de 23 mil moradias nos entornos de linhas já existentes na Grande São Paulo e ao longo do futuro Trem Intercidades (TIC), que ligará a capital a Campinas.
A proposta é criar novas centralidades urbanas com infraestrutura completa e oferta de serviços públicos e privados ao redor desses eixos ferroviários. A estimativa é de investimento de R$ 4,3 bilhões apenas em habitações. A modelagem do projeto, que pode ser estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), ainda será definida.
A gente tem que pensar que vai ter um trem intercidades, com obra que começa agora em março, e a gente vai precisar desenvolver as áreas lindeiras da ferrovia. Lembrando que o estado de São Paulo se desenvolveu nas margens das ferrovias, e a gente tem que pensar como vai se dar o desenvolvimento urbano planejado nas margens da nova ferrovia
Tarcísio de Freitas
O projeto das Novas Centralidades prevê a formação de 14 polos de desenvolvimento urbano ao redor de estações de trem em nove municípios da Grande São Paulo e do interior. No total, serão 23 mil unidades habitacionais distribuídas da seguinte forma:
Jundiaí: 2.000 unidades
São Paulo: 10.000 unidades
Franco da Rocha: 2.000 unidades
Mauá: 2.000 unidades
Barueri: 2.000 unidades
Campinas: 2.000 unidades
Vinhedo: 1.000 unidades
Valinhos: 1.000 unidades
Louveira: 1.000 unidades
Ao detalhar o programa, a gestão estadual destacou que o objetivo é orientar o crescimento urbano em vez de reagir a ocupações irregulares ou expansão desordenada.
Existe uma crítica muito grande de falta de planejamento do Estado. Queremos nos antecipar e propor um processo de desenvolvimento urbano que seja estruturador dessas regiões
Marcelo Branco
Segundo o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, o desenho das Novas Centralidades seguirá o modelo do projeto lançado para requalificar o bairro Macuco, em Santos, que prevê atendimento habitacional na área do entorno da obra do futuro túnel Santos-Guarujá.