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    Ex-vereadores de Ipatinga estão envolvidos em esquema de falsificação de atestado médico, aponta Gaeco

    Segundo o Gaeco, foram identificados 26 envolvidos em falsificação de atestados médicos

    Por Plox

    04/03/2021 16h10 - Atualizado há 7 meses

    Investigações realizadas pelo Grupo de Apoio de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em Ipatinga, composto pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), identificaram 26 pessoas envolvidas em crimes contra a fé pública na cidade. Entre os investigados estão quatro ex-vereadores da cidade.

    Conforme relatado pelo Gaeco, os levantamentos apontam que os investigados faziam parte de um esquema de falsificação de atestados médicos. No total, 26 pessoas foram indiciadas, sendo 18 por uso de documento falso e outras oito pelo uso e falsificação de documento público.

     

    Foto: divulgação/PCMG

     

    Segundo informações divulgadas pelo Gaeco, diversos servidores públicos da Prefeitura de Ipatinga e da Câmara Municipal utilizavam atestados médicos falsos para faltar aos serviços. Também foram identificados atestados de aptidão para assunção de cargos públicos. Os documentos eram emitidos sem a ciência do médico e com os timbres das redes municipais de saúde de Ipatinga e Timóteo, além de unidades privadas.

     

    Foto: Marcelo Augusto/ Plox

     

    Dentre os investigados, quatro são ex-vereadores de Ipatinga e 22 funcionários públicos municipais efetivos e contratados.

    De acordo com o Gaeco, oito pessoas foram denunciadas, enquanto as 18 indiciadas pelo uso de documento falso fizeram o acordo de não persecução penal após as confissões dos crimes. Muitas delas informaram ainda como funcionava o sistema de emissão, que ocorria por meio de um ex-vereador e os assessores dele.

    O coordenador do Gaeco, promotor de Justiça Bruno Schiavo Cruz, informou que o acordo foi previsto na Lei 13.964/2019 e, caso seja homologado pela Justiça, essas pessoas pagariam multa de, no total, cerca de R$ 50 mil, valor que seria ressarcido à Câmara e à Prefeitura.

    O delegado Gilmaro Alves Ferreira destacou que as investigações tiveram o apoio dos poderes Executivo e Legislativo Municipal no envio de dados, após autorização judicial.
     

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