Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro é preso novamente pela PF em operação sobre fraudes bilionárias
Prisão em São Paulo ocorreu na 3ª fase da Operação Compliance Zero, que apura suposto esquema de venda de títulos de crédito falsos; STF autorizou medidas e bloqueio de bens pode chegar a R$ 22 bilhões
04/03/2026 às 08:07por Redação Plox
04/03/2026 às 08:07
— por Redação Plox
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O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi novamente preso pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (4), em São Paulo, em meio a uma investigação sobre um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo a venda de títulos de crédito falsos.
Banqueiro está na Superintendência da PF em SP. Investigação aponta esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo a venda de títulos de crédito falsos.
Foto: Divulgação / Banco Master.
O cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, também é alvo de mandado de prisão, mas, até o momento, não foi localizado pelos agentes. A defesa dos investigados ainda não foi encontrada pela reportagem.
Terceira fase da Operação Compliance Zero
A nova prisão de Vorcaro ocorreu na terceira fase da Operação Compliance Zero. De acordo com a PF, essa etapa tem como foco a apuração de possíveis crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, atribuídos a uma organização criminosa.
A medida foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em sua primeira decisão como relator do caso, função que ele assumiu no mês passado.
Esquema com títulos de crédito falsos
Segundo a PF, o esquema financeiro investigado envolve a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master. O nome da operação faz referência à suposta ausência de controles internos eficazes nas instituições envolvidas, o que, ainda conforme as investigações, permitiria a prática de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado.
Prisão anterior e atuação do STF
Vorcaro já havia sido preso em novembro do ano passado, ao tentar embarcar para a Europa em um avião particular que sairia do Aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo. Na ocasião, a PF considerou que não havia dúvidas de que ele pretendia deixar o país.
Havia um mandado de prisão preventiva em vigor contra o banqueiro, que foi levado para a Superintendência da PF na capital paulista.
Mandados, bloqueio de bens e apoio do Banco Central
Além de Vorcaro e Zettel, o Supremo Tribunal Federal expediu outros dois mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão, cumpridos em São Paulo e Minas Gerais. As investigações contam com o apoio do Banco Central do Brasil.
Foram ainda determinadas ordens de afastamento de cargos públicos e o sequestro e bloqueio de bens, que podem chegar a R$ 22 bilhões. O objetivo é interromper a movimentação de ativos ligados ao grupo investigado e preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas em apuração.
Convocação à CPI do Crime Organizado
Paralelamente à operação policial, Vorcaro era aguardado para depor nesta quarta-feira à CPI do Crime Organizado, em Brasília. O dono do Banco Master, porém, já havia indicado que compareceria apenas à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.
Na terça-feira (3), o ministro André Mendonça decidiu que a ida de Vorcaro à CPI seria facultativa.