Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, é alvo de prisão na 3ª fase da Operação Compliance Zero

PF cumpre mandados expedidos pelo STF em São Paulo e Minas, com apoio do Banco Central; operação apura suspeitas de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos, além de bloqueio de bens de até R$ 22 bilhões

04/03/2026 às 08:08 por Redação Plox

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 4 de março de 2026, a 3ª fase da Operação Compliance Zero, com cumprimento de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em São Paulo e Minas Gerais. A ofensiva mira uma organização criminosa suspeita de ameaças, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, além de prever medidas para bloquear valores atribuídos ao grupo.

No centro das atenções está o empresário Daniel Vorcaro, associado ao Banco Master, cuja prisão foi noticiada por veículos de imprensa nesta nova etapa da investigação. A informação sobre a detenção de Daniel Vorcaro, apontado como dono do Banco Master, ainda depende de confirmação por documentos judiciais ou atualização oficial da PF.

Daniel Vorcaro já havia sido preso em 2025

Daniel Vorcaro já havia sido preso em 2025

Foto: Reprodução


Mandados, alvos e bloqueio de até R$ 22 bilhões

De acordo com a PF, esta fase da Operação Compliance Zero cumpre 4 mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), com ações em São Paulo e Minas Gerais. A corporação informou que conta com apoio do Banco Central do Brasil nas apurações.

Além das prisões e buscas, foram determinadas medidas como afastamento de cargos públicos e sequestro e bloqueio de bens em montante de até R$ 22 bilhões, com o objetivo de interromper movimentações de ativos e preservar valores que possam estar ligados aos crimes sob investigação.

A PF não divulgou, na nota oficial desta manhã, a identidade dos alvos. As menções a nomes específicos, como o de Daniel Vorcaro, decorrem de apuração jornalística e são tratadas como informação complementar, ainda sujeita a confirmação por decisões judiciais e por novas comunicações oficiais.

Contexto da Operação Compliance Zero

Na comunicação oficial registrada às 7h19 de 4 de março de 2026, a PF informou que a fase atual investiga crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, atribuídos a uma organização criminosa. As ordens judiciais foram autorizadas pelo STF.

No histórico do caso, a PF já havia divulgado, em novembro de 2025, que a Operação Compliance Zero foi aberta para apurar a emissão de títulos de crédito falsos e a eventual fabricação de carteiras de crédito insubsistentes. Na época, os investigadores apontavam suspeitas de gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa.

Também em 18 de novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial de instituições do Conglomerado Master e instaurou regime especial em outra, citando grave crise de liquidez, comprometimento econômico-financeiro e graves violações a normas do Sistema Financeiro Nacional. Na mesma decisão, foi determinada a indisponibilidade de bens de controladores e ex-administradores a partir daquela data.

Efeitos sobre clientes, mercado e ambiente político

Para clientes, investidores e credores vinculados ao conglomerado, a nova fase da Operação Compliance Zero sinaliza que o caso permanece ativo e com medidas patrimoniais robustas, como bloqueios e sequestros de bens. Esse cenário pode influenciar estratégias de recuperação de valores e a condução de disputas judiciais.

Em Minas Gerais e São Paulo, o cumprimento de mandados tende a gerar desdobramentos locais, com possíveis novas buscas, apreensões, afastamentos de funções e impactos em empresas e agentes públicos eventualmente envolvidos.

No plano político e institucional, o fato de as medidas terem sido determinadas pelo STF e incluírem afastamento de cargos públicos amplia o peso do caso. A operação pode repercutir em Brasília, em comissões e CPIs, e alimentar pressões por maior transparência na fiscalização e na governança do sistema financeiro.

Próximos passos da investigação

A tendência é que a PF avance para a análise do material apreendido, incluindo dispositivos eletrônicos e documentos, e elabore relatórios a serem encaminhados ao STF e a outros órgãos competentes.

Também são esperadas audiências de custódia e novas decisões sobre a manutenção das prisões e de medidas cautelares. Em paralelo, segue a apuração jornalística para confirmar, com base em decisões judiciais e futuras notas oficiais, quem são os presos desta fase, quais seus vínculos formais com o caso e quais cargos públicos foram atingidos pelos afastamentos.

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