Justiça mantém prisão de guitarrista suspeito de ejacular em mulher dentro de ônibus
Tribunal mineiro manteve a preventiva de Daniel José Soares, investigado por suspeita de ejacular em uma passageira durante viagem interestadual do Rio a Belo Horizonte; defesa diz que ele é inocente.
04/03/2026 às 19:01por Redação Plox
04/03/2026 às 19:01
— por Redação Plox
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A Justiça de Minas Gerais manteve a prisão preventiva de um homem investigado por suspeita de ejacular em uma passageira durante uma viagem interestadual de ônibus que saiu do Rio de Janeiro e chegou a Belo Horizonte. O caso foi registrado na terça-feira (03/03/2026), e a prisão em flagrante foi convertida em preventiva na quarta-feira (04/03/2026).
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Foto: Redes sociais
Guitarrista é preso ao desembarcar em rodoviária de BH
De acordo com informações divulgadas pela Rádio Itatiaia, o investigado é Daniel José Soares, de 48 anos, apontado como guitarrista da banda Manitu. Ele foi detido na Rodoviária de Belo Horizonte, após a vítima e familiares acionarem a polícia ao fim da viagem.
A passageira relatou que adormeceu durante o trajeto e acordou assustada ao notar a calça molhada. Ao se virar, teria visto o homem se masturbando. Em seguida, segundo o relato, ele teria ido ao banheiro e retornado para o veículo em outro assento.
Conforme a apuração mencionada, policiais localizaram no ônibus uma substância descrita como semelhante a sêmen na poltrona e no chão, e a perícia foi acionada. Exames preliminares realizados na roupa da vítima indicaram “possibilidade” de o material ser esperma. Esse ponto ainda depende de laudos conclusivos ao longo da investigação.
Decisão judicial reforça gravidade do caso
A Justiça mantém a prisão de Daniel José Soares sob a justificativa de que a medida é necessária diante da gravidade do episódio. Segundo o relato da Itatiaia, a juíza Juliana Beretta Kirche Ferreira Pinto converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva, destacando a gravidade concreta dos fatos e a necessidade de preservar a ordem pública e a instrução criminal.
A defesa informou ao veículo que o investigado forneceu material genético para comparação pericial e sustenta que ele é inocente, afirmando que isso deverá ser demonstrado no decorrer do processo.
Repercussões para passageiros e transporte rodoviário
O episódio evidencia a importância de que passageiros acionem imediatamente o motorista, a empresa responsável pela viagem e a polícia em situações de violência ou importunação sexual, além de tentar preservar eventuais provas, como roupas, registros da viagem e mensagens.
Para o setor de transporte rodoviário, casos como esse aumentam a pressão pela adoção de protocolos de resposta rápida, incluindo comunicação imediata com autoridades, preservação do local dentro do veículo e identificação clara de assentos e passageiros, bem como pela orientação de equipes de bordo para atuação em ocorrências desse tipo.
Na esfera da investigação, a manutenção da prisão preventiva mantém o suspeito à disposição da Justiça enquanto são produzidos laudos, ouvidas testemunhas e colhidos depoimentos, o que pode influenciar diretamente o rumo do processo.
Próximos passos da investigação
O andamento do caso deve envolver a conclusão e eventual ratificação de laudos periciais, incluindo possível confronto de material genético, caso tal procedimento seja confirmado nos autos. Também está prevista a coleta de depoimentos da vítima, de testemunhas, da equipe do ônibus e dos policiais que atenderam à ocorrência.
Na sequência, caberá ao Ministério Público definir o enquadramento penal e dar prosseguimento ao processo, etapa em que deverão surgir novos pedidos da defesa, como habeas corpus, e novas decisões judiciais.
Até o momento, as informações divulgadas se concentram na decisão judicial de converter a prisão em flagrante em preventiva e nos relatos iniciais sobre o ocorrido. A divulgação pública do conjunto completo de documentos do processo, como autos, laudos finais e eventual denúncia, ainda não é detalhada pela fonte citada.