Polícia apura novas denúncias após caso de estupro de adolescente em Copacabana

Outras duas possíveis vítimas procuraram a Polícia Civil; investigação aponta repetição do modus operandi e dois suspeitos seguem foragidos

04/03/2026 às 10:14 por Redação Plox

Após a repercussão do estupro de uma jovem de 17 anos em um apartamento em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, mais duas possíveis vítimas do mesmo grupo procuraram a Polícia para registrar denúncia. As duas são alunas do Colégio Federal Pedro Segundo, onde estudam dois dos acusados.

Mais duas possíveis vítimas do mesmo grupo procuraram a polícia.

Mais duas possíveis vítimas do mesmo grupo procuraram a polícia.

Foto: Divulgação / PCRJ.


Uma delas, hoje com 17 anos, relatou que a violência teria ocorrido quando tinha 14. A Polícia Civil apura os novos registros e confirmou já ter ouvido uma das jovens, que descreveu ameaças de divulgação de imagens do estupro, ocorrido em 2023, caso revelasse o crime. Por medo da exposição, ela permaneceu em silêncio até agora.

Investigação aponta repetição do modo de agir

O novo episódio teria acontecido no apartamento da família de Matheus Veríssimo Zoel Martins, que se entregou à Polícia na terça-feira (3), por participação no caso mais recente. Segundo a investigação, o relato da adolescente indica mesma estratégia de abordagem observada no estupro coletivo registrado em janeiro.

Veio uma nova vítima aqui à delegacia, fez o registro de ocorrência, e o que chamou a atenção da gente é que o modus operandi foi exatamente o mesmo. O adolescente infrator tinha confiança dessa outra vítima, essa também uma menina de 14 anos na época, atraiu ela para um apartamento e lá estava o adolescente infrator, o Matheus que está aqui com a gente, e mais uma terceira pessoa que ela conhece por ser Gabriel. A gente não sabe exatamente se é o João Gabriel, a gente vai investigar. Essa investigação está muito no começo.

delegado Ângelo Lages

Terceira vítima e novos detalhes do grupo

Um terceiro caso foi descoberto na terça-feira, após a mãe de outra vítima procurar a Polícia. Ela relatou que Vitor Hugo Oliveira Simonin, também apontado como integrante do grupo, estuprou sua filha durante uma festa junina, em outubro do ano passado.


O delegado reforça o pedido para que eventuais vítimas procurem a Polícia e formalizem as denúncias. A expectativa é que os dois investigados que ainda estão foragidos se apresentem às autoridades nas próximas horas.

Quem são os investigados e a situação processual

Mattheus Martins e João Gabriel Xavier Bertho, ambos de 19 anos, se entregaram na segunda-feira. Outros dois investigados seguem foragidos: Vitor Hugo Oliveira Simonin e Bruno Felipe dos Santos Allegretti, considerados foragidos pela Justiça. Todos os adultos citados já respondem como réus.


Já o adolescente apontado como responsável por atrair uma das vítimas, com quem tinha vínculo no Colégio Pedro Segundo, ainda não teve mandado de apreensão expedido.

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