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    Entenda a sepse, infecção que vitimou o neto de Lula

    Essa inflamação pode comprometer o funcionamento de vários dos órgãos do paciente

    Por Plox

    04/04/2019 14h37 - Atualizado há mais de 2 anos

    A morte do pequeno Arthur Lula da Silva, de 7 anos, neto do ex-presidente Lula, em decorrência de uma sepse (infecção generalizada), chamou a atenção de muitos pais, no dia 1º de março deste ano. Mas, afinal, o que vem a ser esta doença, que tem maior predominância entra as crianças?


    A sepse é era conhecida antigamente como septicemia ou infecção no sangue, mas hoje, ela é denominada como infecção generalizada. É a evolução de uma infecção não diagnosticada e não tratada. A pneumonia é a principal doença responsável por tornar propício o quadro de sepse entre crianças, já que a vacina não cobre todos os germes que causam a doença. 


    É um mito dizer que a infecção que está em todos os locais do organismo. Muitas vezes, a infecção pode estar localizada em apenas um órgão, como por exemplo, o pulmão, mas provoca em todo o organismo uma resposta, com inflamação numa tentativa de combater o agente da infecção.


    Essa inflamação pode comprometer o funcionamento de vários dos órgãos do paciente. No caso de Arthur Lula da Silva, a sepse foi causada pela bactéria Staphylococcus aureus, um germe de pele que entra na corrente sanguínea por meio de cortes e machucados. 

    Sepse matou neto de Lula

    Sepse vitimou neto do ex-presidente Lula, Arthur Lula da Silva- Foto: Reprodução/Facebook


    Como explica a pediatra Daniela Souza, do Instituto Latino Americano de Sepse (ILAS), “qualquer diarreia pode evoluir para um quadro séptico. Às vezes, quando a criança cai, machuca a perna e infecciona, essa infecção pode evoluir para uma sepse”.


    Ela ainda esclarece que a evolução do quadro de infecção para uma sepse defende do organismo de cada pessoa e dos germes causadores da infecção.

    Sintomas


    Dentre os sintomas mais comuns estão: febre alta ou hipotermia, calafrios, baixa produção de urina, respiração acelerada dificuldade para respirar, ritmo cardíaco acelerado, agitação e confusão mental.
    Outros sinais possíveis da síndrome são o aumento na contagem dos leucócitos e a queda no número de plaquetas.


    Tratamento


    Segundo o Dr. Dráuzio Varella, o diagnóstico precoce e início imediato do tratamento são medidas fundamentais para o controle da sepse e suas complicações. Em geral, o acompanhamento é realizado em Unidades de Terapia Intensiva (UTI’s).


    Mesmo antes de identificar o agente infeccioso, são aplicados antibióticos na veia. “Infelizmente, esses remédios não surtem efeito se a infecção tiver sido provocada por fungos ou outro tipo de micro-organismo patogênico”. Medicamentos que ajudam a contrair os vasos e a estabilizar os níveis da pressão arterial, são indicados quando, mesmo depois da reposição de líquidos na veia, o paciente continua com um quadro grave de hipotensão. Há casos que exigem medidas de suporte, como a hemodiálise por causa da insuficiência renal.


    Alta taxa de mortalidade


    A doença é responsável por 25% da ocupação de leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTI’s) no Brasil. Atualmente a sepse é a principal causa de morte nas UTI’s e uma das principais causas de mortalidade hospitalar tardia, superando o infarto do miocárdio e o câncer. 


    Tem alta mortalidade no país, chegando a 65% dos casos, enquanto a média mundial está em torno de 30% a 40%, de acordo com informações do ILAS. Segundo um levantamento feito pelo estudo mundial conhecido como Progress, a mortalidade da sepse no Brasil é maior que a de países como Índia e a Argentina.

    Atualizada às 13h43

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