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    Tragédia em Brumadinho contabiliza 221 mortos e 75 desaparecidos

    Desde que o acidente aconteceu no dia 25 de janeiro, equipes do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais se revezam para encontrar desaparecidos

    Por Plox

    05/04/2019 01h48 - Atualizado há mais de 2 anos

    A tragédia da barragem da Vale em Brumadinho já contabilizou 221 mortos confirmados até essa quinta-feira, 4 de abril, quando as buscas chegavam ao seu 70º dia. Desde que o acidente aconteceu no dia 25 de janeiro, equipes do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais se revezam para encontrar desaparecidos na região. De acordo com a Defesa Civil do Estado, 75 pessoas ainda não foram localizadas.

    No local, quase 150 bombeiros trabalharam nessa quinta-feira, na tentativa de encontrar vestígios de pessoas que ainda estão desaparecidas. Os miliares foram apoiados por um drone e seis cães farejadores. Além disso, foram disponibilizados 108 equipamentos pesados. 

    Nesta quinta, o Corpo de Bombeiros está trabalhando com 148 militares nas buscas. Ajudam nas buscas 108 máquinas pesadas, um drone e seis cães.

    Máquinas pesadas e cães ajudam bombeiros nas buscas em Brumadinho Divulgação / Corpo de BombeirosDesde o acidente, equipes do Corpo de Bombeiros se revezam para encontrar desaparecidos na região- Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

     

    Sem risco iminente de rompimento

    A causa exata do rompimento da barragem na mina Córrego do Feijão continua uma incógnita e está sendo investigada. Nessa quarta-feira, 3 de abril, a engenheira Ana Lúcia Moreira Yoda, da empresa Tractebel Engineering, declarou, na CPI do Senado que investiga o rompimento da barragem, que, “enquanto atuou na mina, não havia nenhum indicativo de risco iminente de rompimento da estrutura. A tragédia matou mais de duzentas pessoas”.

    Ela foi quem assinou laudos de estabilidade da barragem de Brumadinho de 2017 a junho de 2018. Na época, Ana Lúcia disse que os indicadores estavam “dentro das leituras históricas”.

    Pagamentos

    Nessa quinta-feira, 3, a Justiça do Trabalho de Minas Gerais determinou que a Vale inicie, de imediato, o pagamento de pensão aos parentes de empregados mortos e desaparecidos em Brumadinho. A decisão é da juíza Renata Lopes Vale, da 5ª Vara do Trabalho de Betim, na Grande BH.

    Um Termo de Ajuste Preliminar (TAP) havia sido firmado em 20 de fevereiro entre a mineradora, os ministérios públicos Federal (MPF) e Estadual (MPMG), as defensorias públicas da União (DPU) e do estado (DPMG) e as advocacias-gerais da União (AGU) e do estado (AGE). Os atingidos têm direito a receber um salário mínimo por adulto, meio salário por adolescentes de 12 a 17 anos, e um quarto por criança abaixo de 12 anos, durante um ano.

    No site da Vale, a empresa afirmou que “iniciou o pagamento das indenizações emergenciais do acordo preliminar para os moradores de Brumadinho e municípios localizados até 1 km da calha do Rio Paraopeba, desde Brumadinho até a cidade de Pompéu, na represa de Retiro Baixo”. No primeiro momento, foram realizados cerca de 1.200 pagamentos para moradores dos bairros Parque da Cachoeira e Córrego do Feijão.

     Atualizada às 8h36

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