PL marca convenção em São Paulo para oficializar Flávio Bolsonaro como candidato em 2026
Evento foi anunciado por Valdemar Costa Neto e está previsto para ocorrer na Arena Pacaembu; vice ainda não foi anunciado.
O seu tradicional programa de política chega à mais uma edição. O Politicando desta terça-feira (4) ira discorrer sobre as falas do ex-ministro Ciro Nogueira (PP) e do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), que acreditam que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem capital político para eleger outro candidato à presidência nas eleições de 2026, caso ele se torne inelegível. Além disso, o programa trata sobre a cassação da chapa que elegeu o agora deputado federal Nikolas Ferreira (PL), como vereador de Belo Horizonte.
"Governadores Romeu Zema e Tarcísio de Freitas são os principais nomes da direita para disputar o Palácio do Planalto em 2026", diz Ciro Nogueira
Em entrevista ao jornal O Globo, ex-ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP), afirmou que, caso o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) esteja inelegível na próxima eleição presidencial, os governadores Romeu Zema (Novo) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) são os principais nomes da direita para disputar o Palácio do Planalto em 2026. O presidente do Partido Progressistas ainda mencionou a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e o governador do Paraná, Ratinho Junior, como possíveis alternativas.
Nogueira ressaltou que Bolsonaro será decisivo na escolha do candidato da direita e avaliou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro seria uma "grande candidata a vice-presidente". Sobre uma possível inelegibilidade do ex-presidente, o parlamentar afirmou que isso seria uma "injustiça" do Poder Judiciário, mas que poderia facilitar a eleição de algum dos nomes da direita.
"Vou ser muito franco: é mais fácil um Bolsonaro injustiçado eleger um presidente do que ele próprio ganhar em 2026. Ninguém vai admitir que um presidente, por conta de injustiça, seja tornado inelegível. Vai facilitar muito o trabalho da oposição se acontecer essa injustiça, mas espero que não aconteça", disse o senador.
Para Nogueira, Michelle Bolsonaro tem grande popularidade e pode ser uma candidata a presidência, mas ele acredita que ela pode ser uma grande candidata a vice. "Ela deve ser a única pessoa no país que se elege senadora nos 27 estados da federação", afirmou o senador.
Senador Hamilton Mourão afirma que mesmo inelegível, ele tem capacidade para eleger quem quiser
Em entrevista ao programa "Estúdio I", da GloboNews, o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) elogiou a figura de Bolsonaro, afirmando que ele ainda é o grande líder da direita no Brasil. Ao ser questionado pela jornalista e apresentadora Andréia Sadi se Bolsonaro é o grande líder da oposição, Mourão respondeu que vê o presidente como um líder do único movimento de massas que existe no Brasil, que é o movimento da direita.
Mourão afirmou que, mesmo sem concorrer, Bolsonaro tem capacidade para eleger quem ele quiser. "Faço das minhas palavras as mesmas do Ciro (Nogueira). Mesmo inelegível, ele elege quem ele quiser, seja para governador ou até para presidente em 2026", completou. O senador, no entanto, ainda mantém a cautela ao dizer que não sabe se essa liderança vai perdurar até as eleições em 2026 e que é algo que precisa ser acompanhado.
As declarações de Nogueira e Mourão refletem as incertezas sobre o cenário político brasileiro para as eleições presidenciais de 2026. Enquanto alguns nomes da direita começam a surgir como possíveis candidatos, a possibilidade de uma inelegibilidade de Bolsonaro ainda é uma incógnita que pode alterar significativamente o rumo da disputa.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) se pronunciou sobre a cassação da chapa que o elegeu vereador de Belo Horizonte em 2020, após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter reconhecido por unanimidade a fraude da cota de gênero cometida pelo Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), sigla à qual o deputado era filiado na época. Com a decisão, o vereador Uner Augusto (PRTB), que assumiu a vaga na Câmara Municipal após a eleição de Nikolas, perdeu o cargo.
Por meio do Twitter, Nikolas se defendeu, afirmando que não fez parte da formação da chapa de vereadores e que a responsabilidade era do partido. "Portanto, não tenho nenhuma culpa. E nem inelegível eu ficaria. Inclusive, o Tribunal tem o mesmo entendimento; gênios", afirmou o deputado bolsonarista.
Não fiz parte da formação da chapa de vereadores, isso é responsabilidade do partido. Portanto, não tenho nenhuma culpa. E nem inelegível eu ficaria. Inclusive o tribunal tem o mesmo entendimento, gênios. Não precisei de nenhum voto da minha chapa, graças a Deus, fiz minha…— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) April 4, 2023
Ele ainda disse que fez sua própria cadeira e que não precisou dos votos da sua chapa para ser eleito. "Ganhamos por unanimidade no TRE e perdemos no TSE. Coincidências da vida. O que passar disso é narrativa e choro", completou Nikolas.
Os indícios que levaram à punição ao partido foram o fato de que algumas candidatas receberam poucos votos e não arrecadaram nem gastaram um centavo durante a campanha. Uma delas sequer votou em si mesma. O PRTB recebeu um total de 42.202 votos, mas elegeu apenas Nikolas. No dia 18 de abril, será realizada uma audiência na 29ª Zona Eleitoral de Belo Horizonte para recalcular o quociente eleitoral e partidário com a finalidade de informar para quem irá a vaga do partido.
Já o vereador Uner Augusto se defendeu, afirmando que a decisão é fruto de "um processo que a esquerda está tentando ganhar no tapetão". Ele disse que vai entrar com recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) para reverter a decisão.