Nikolas Ferreira sai em defesa de Neymar após fala machista e critica “Lei da Misoginia”

Deputado diz que projeto aprovado no Senado poderia levar jogador à prisão e promete derrubar proposta na Câmara

04/04/2026 às 07:22 por Redação Plox

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) saiu em defesa do atacante Neymar, do Santos, após uma fala de conotação machista do jogador em entrevista depois da partida contra o Remo, na quinta-feira. Ao comentar o episódio, o parlamentar voltou a criticar a Lei da Misoginia, prevista no PL 896/2023, que está em apreciação na Câmara.


Defesa de Neymar e crítica ao projeto

Em publicação no X nesta sexta-feira (3/4), Nikolas afirmou que, caso a proposta seja aprovada, situações semelhantes poderiam levar o jogador à prisão. O posicionamento ocorre em meio à repercussão da declaração de Neymar sobre a arbitragem, feita ao Sportv após o jogo contra o Remo.

Neymar posou ao lado de Nikolas em fevereiro de 2025, no retorno do jogador ao Santos

Neymar posou ao lado de Nikolas em fevereiro de 2025, no retorno do jogador ao Santos

Foto: Reprodução / Redes Sociais @nikolasferreiradm


Se a lei da misoginia for aprovada, casos como esse, levaria Neymar pra cadeia. Foi como eu disse, essa lei é uma aberração. Derrubaremos isso na câmaraNikolas

O que Neymar disse após o jogo

Depois da partida, Neymar reclamou da arbitragem e relacionou a atuação do árbitro Sávio Pereira Sampaio ao período menstrual, em uma fala que gerou críticas. Segundo o texto, a declaração foi classificada como misógina por mulheres e também motivou repercussão na imprensa internacional.*


O que prevê a chamada Lei da Misoginia

O projeto que prevê enquadrar a misoginia como crime no Brasil foi aprovado no Senado Federal em 27 de março, com 67 votos favoráveis e nenhum contrário. A proposta trata da inclusão da misoginia entre os crimes de preconceito ou discriminação (PL 896/2023) e define misoginia como uma conduta de ódio ou aversão às mulheres.

O texto também aponta que a legislação atual equipara a misoginia à injúria e à difamação, com pena que pode variar de dois meses a um ano de reclusão, conforme o Código Penal. Agora, o projeto segue para a Câmara, onde continuará o rito de tramitação.

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