Trump anuncia tarifas de até 100% sobre medicamentos importados para forçar produção nos EUA

Medida mira países sem acordo tarifário com a Casa Branca e prevê prazos diferentes para grandes e pequenas fabricantes; há temor de repasse de custos ao consumidor.

04/04/2026 às 09:02 por Redação Plox

O governo de Donald Trump anunciou, na quinta-feira (2), a imposição de tarifas de até 100% sobre medicamentos importados, em uma tentativa de pressionar farmacêuticas a ampliarem a produção dentro dos Estados Unidos. A medida vale para remédios fabricados em países que não têm acordo tarifário com a Casa Branca.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump •

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump •

Foto: Official White House Photo by Jo


Prazo para início da cobrança e alíquotas previstas

Segundo o anúncio, as tarifas para produtos de grandes empresas entram em vigor em 120 dias. Já os itens de fabricantes menores passam a ser taxados após 180 dias. Para países que possuem acordos firmados com o governo americano, a alíquota será limitada a 15%.

Regras para redução do imposto e possibilidade de isenção

Medicamentos de empresas que se comprometerem a realizar parte da fabricação em território americano terão impostos de 20%. Caso essas companhias firmem acordos com os EUA, a alíquota pode ser zerada. Essa isenção, porém, terá validade até 20 de janeiro de 2029.

Gigantes ficam fora e foco recai sobre empresas menores

Grandes nomes do setor, como Merck e Eli Lilly, ficaram fora da taxação após firmarem acordos com o governo. No ano passado, Trump chegou a enviar cartas a 17 empresas com uma lista de exigências, incluindo a redução de preços no programa Medicaid, voltado a pessoas de baixa renda.

As demandas também previam venda direta aos consumidores nos Estados Unidos e o lançamento de novos medicamentos pelos mesmos preços praticados em outros países. Com isso, a expectativa é de que as novas tarifas atinjam principalmente empresas menores e fabricantes de insumos.

Temor de repasse e impacto no bolso do consumidor

Apesar do objetivo de estimular a produção local, há receio de que o aumento de custos seja repassado ao consumidor. Os Estados Unidos já praticam alguns dos preços de medicamentos mais altos do mundo, e o americano pode enfrentar coparticipações maiores ou planos de saúde mais caros.

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