Uso de cheques despenca 97% no Brasil desde 1995, aponta Banco Central

Compensações caíram de 3,3 bilhões para 112,5 milhões, mas transações ainda somaram R$ 472,7 bilhões em 2025; Pix acelerou migração para meios digitais

04/04/2026 às 09:27 por Redação Plox

O uso de cheques tem diminuído de forma acentuada no Brasil nas últimas três décadas. Desde 1995, a queda acumulada é de 97%, segundo dados do Banco Central divulgados nesta semana. Ainda assim, mesmo com menos folhas circulando, as transações com o instrumento ainda movimentaram R$ 472,7 bilhões em 2025.

Uso de cheque cai 97% desde 1995, mas movimentou R$ 472,7 bilhões em 2025

Uso de cheque cai 97% desde 1995, mas movimentou R$ 472,7 bilhões em 2025

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Compensações despencam desde o início da série histórica

Os números do Banco Central mostram que, em 1995 — início da série histórica — foram compensados 3,3 bilhões de cheques. No ano passado, esse total recuou para 112,5 milhões de folhas.

Cheque perde espaço no dia a dia, mas segue em compras maiores

Com a popularização dos meios digitais, especialmente do Pix, as transações menores e rotineiras migraram para o ambiente eletrônico. Já o cheque tem sido mais associado a compras de maior valor, o que ajuda a explicar o aumento do tíquete médio.

Em 2025, o valor médio das transações feitas com cheques foi de R$ 4.199,77, acima dos R$ 3.800,67 registrados em 2024.

Febraban aponta uso mais restrito e em contextos específicos

A queda consistente no uso do cheque reflete a consolidação dos meios digitais no dia a dia do brasileiro, especialmente com o avanço do Pix. Ao mesmo tempo, o tíquete médio mais elevado mostra que o cheque segue sendo utilizado, principalmente, em transações de maior valor e em contextos específicos em que ainda fazem sentido para o cliente, como, por exemplo, a utilização como caução para uma compra.
Raphael Mielle, diretor de Serviços e Segurança da Febraban (Federação Brasileira de Bancos)

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