Operação Downfall: Ação conjunta visa desarticular tráfico de drogas e bloquear R$ 1 bilhão

A organização criminosa investigada é especializada no tráfico internacional e interestadual de drogas, possuindo ramificações em várias partes do país.

Por Plox

04/05/2023 10h41 - Atualizado há 10 meses

A Polícia Federal (PF), em cooperação com a Receita Federal e a Polícia Civil do Paraná, deflagrou nesta quinta-feira (4) a Operação Downfall com o objetivo de combater o narcotráfico em oito estados brasileiros. A ação tem como meta bloquear bens, contas bancárias e aplicações financeiras no valor aproximado de R$ 1 bilhão.

A organização criminosa investigada é especializada no tráfico internacional e interestadual de drogas, possuindo ramificações em várias partes do país. Cerca de 350 policiais federais, 130 policiais civis e 25 auditores da Receita Federal estão cumprindo 30 mandados de prisão preventiva e 87 mandados de busca e apreensão nos estados do Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Goiás e Espírito Santo.

 

Marcelo Camargo Agência Brasil

Estrutura logística complexa

Segundo informações da PF, a organização criminosa estabeleceu uma complexa estrutura logística para viabilizar suas ações de narcotráfico em âmbito nacional e internacional. Esse sistema engloba desde a produção da droga no exterior até seu ingresso e transporte dentro do território brasileiro, distribuição interna e envio de carregamentos de cocaína para o exterior, principalmente por meio marítimo.

De acordo com os investigadores, o grupo utilizava majoritariamente o Porto de Paranaguá, no Paraná, para exportar grande parte da droga à Europa. Diversas apreensões de carregamentos de cocaína já efetuadas estão vinculadas à organização criminosa, resultando em prisões em flagrante e na apreensão de aproximadamente 5,2 toneladas de cocaína.

Outros crimes e lavagem de dinheiro

Além do narcotráfico, alguns integrantes do grupo também estão envolvidos em outros crimes, como homicídios e tráfico de armas de fogo, munições e acessórios. A investigação identificou ainda práticas criminosas voltadas à ocultação e dissimulação da origem ilícita dos valores obtidos por meio do tráfico de drogas. A lavagem de dinheiro era realizada através de investimentos no setor imobiliário do litoral de Santa Catarina, utilizando empresas suspeitas de efetuar "negócios jurídicos fraudulentos ou não declarados".

Conforme a PF, há indícios de que os representantes dessas empresas estavam cientes da origem ilícita do dinheiro utilizado nas transações. As investigações também revelaram pagamentos de imóveis de luxo com grandes quantias de dinheiro em espécie, sem a devida comunicação aos órgãos competentes, bem como o uso de terceiros para ocultar a identidade do real adquirente.

Caso sejam condenados, os suspeitos responderão por crimes como organização criminosa, tráfico internacional de drogas e associação para fins de tráfico, com penas que podem chegar a 50 anos de reclusão. Já as penas por lavagem de dinheiro podem alcançar até 0 anos de reclusão por ação perpetrada. A Operação Downfall representa um grande esforço das autoridades para desarticular uma das maiores organizações criminosas envolvidas com o narcotráfico no Brasil, demonstrando a importância da cooperação entre diferentes instituições no combate ao crime organizado.

 

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