Datafolha: reprovação ao governo Lula alcança 39%, aprovação fica em 30%
Pesquisa ouviu 2.004 pessoas em maio e indica estabilidade em relação a abril; 29% avaliam como regular.
O nome de Alexandre Ramos, atual presidente da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), ganhou força nos bastidores como favorito para comandar a Cemig.
A expectativa é que o governador Mateus Simões (PSD) formalize a indicação nos próximos dias, e que o conselho da companhia avalie o nome em reunião prevista para a próxima quinta-feira (7/5).
Embora a indicação parta do governo estadual — maior acionista da empresa —, interlocutores ouvidos nos bastidores afirmam que o escolhido teria a “bênção” do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, além de apoio do governo Lula (PT).
Ramos já trabalhou na própria Cemig, onde foi diretor de Relações Institucionais, antes de seguir para a esfera federal.
A Cemig atribui a venda de hidrelétricas ao planejamento estratégico da companhia, que é desinvestir em "ativos de pequeno porte"
Foto: Guilherme Dardanhan/ALMG
Interlocutores do governo de Minas não confirmam a participação do ministro nas tratativas e sustentam que o atual presidente da CCEE reúne currículo e perfil compatíveis com o cargo.
Nos bastidores, porém, a leitura é política. Aliados do governo Lula em Minas enxergam na possível indicação um sinal de aproximação com o governo estadual.
A avaliação entre aliados é que Alexandre Silveira tenta manter canais abertos tanto com o Palácio do Planalto quanto com o grupo de Simões, em uma estratégia descrita como “um pé em cada canoa”.
A analogia citada nos bastidores remete ao antigo “Lulécio”, expressão usada para descrever o voto dividido entre campos opostos, com apoio a Lula para presidente e a Aécio Neves para governador de Minas.
Agora, a aposta mencionada seria em um possível “Lumões”, reunindo Lula e Simões no mesmo arranjo.
A crítica se intensificou após a decisão de Silveira de permanecer no PSD, mesmo com a saída do senador Rodrigo Pacheco para o PSB — movimento interpretado como indicativo de alinhamento ao grupo que atualmente comanda o estado.
Se a indicação se confirmar, Alexandre Ramos substituirá Reynaldo Passanezi, cujo mandato terminou no fim de abril.
O avanço de nomes associados ao ministro também é citado por interlocutores. Na semana passada, Márcio Zimmermann, ex-ministro de Minas e Energia nos governos petistas, teve o nome aprovado para o Conselho de Administração da companhia.