Governo Lula tem 39% de avaliação negativa e 30% de positiva em nova pesquisa Datafolha
Pesquisa ouviu 2.004 pessoas em maio e indica estabilidade em relação a abril; 29% avaliam como regular.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta segunda-feira (4) o Instituto Butantan a fabricar a vacina contra a chikungunya, a Butantan-Chik. Com a liberação, o imunizante poderá ser incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) e é indicado para a população de 18 a 59 anos exposta ao vírus.
A partir da autorização, o Instituto Butantan também passa a ser oficializado como local de fabricação. A vacina havia sido aprovada pela agência reguladora em abril de 2025, mas os locais de produção registrados eram as fábricas da farmacêutica franco-austríaca Valneva.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, nesta segunda-feira (4), o Instituto Butantan a fabricar a vacina contra a chikungunya, batizada de Butantan-Chik.
Foto: Divulgação/Butantã.
Com a mudança, o imunizante passará a ser produzido no país, com formulação e envase no Brasil. Segundo o governo do Estado de São Paulo, a vacina será fabricada com a mesma qualidade, segurança e eficácia.
Mais um marco importante para o Instituto Butantan e para a saúde da população. Ao executar a maior parte do processo de fabricação, o Instituto Butantan, por ser uma instituição pública, poderá entregar a vacina com um preço menor e mais acessível, com a mesma qualidade e segurança Esper Kallás
Ao menos 4 mil voluntários, com idades entre 18 e 65 anos, receberam o imunizante nos Estados Unidos e foram avaliados. De acordo com resultados publicados na revista de saúde The Lancet, em 2023, 98,9% dos participantes produziram anticorpos neutralizantes.
O imunizante foi bem tolerado e apresentou um bom perfil de segurança, com eventos adversos leves e moderados. Entre os sintomas mais relatados estão dor de cabeça, dor no corpo, fadiga e febre.
Em fevereiro de 2026, a vacina começou a ser aplicada no SUS em municípios com grande incidência da doença, dentro de uma estratégia piloto do Ministério da Saúde.
Além do Brasil, a vacina contra chikungunya foi aprovada no Canadá, na Europa e no Reino Unido.
O vírus da chikungunya é transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite dengue e Zika. A doença pode provocar febre de início súbito (acima de 38,5°C) e dores intensas nas articulações de pés e mãos — como dedos, tornozelos e punhos.
Outros sintomas comuns incluem dor de cabeça, dor muscular e manchas vermelhas na pele. A chikungunya também pode causar dor crônica nas articulações, que pode durar de meses a anos e afetar gravemente a qualidade de vida.
Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), em 2025 foram registrados 500 mil casos de chikungunya no mundo. No Brasil, foram notificados mais de 127 mil casos, com 125 óbitos, de acordo com o Ministério da Saúde.