Anvisa autoriza produção nacional da vacina contra chikungunya pelo Butantan; medida pode reduzir preço

Imunizante Butantan-Chik (XCHIQ), em parceria com a Valneva, passa a ter formulação e envase no Brasil e avança no processo de incorporação ao SUS.

04/05/2026 às 17:51 por Redação Plox

A Anvisa autorizou nesta segunda-feira (4) a produção nacional da vacina contra a chikungunya pelo Instituto Butantan, em São Paulo. O imunizante, chamado pelo instituto de Butantan-Chik e registrado como XCHIQ, é desenvolvido em parceria com a farmacêutica franco-austríaca Valneva e poderá avançar no processo de incorporação ao Sistema Único de Saúde. A indicação informada pela agência é para pessoas de 18 a 59 anos com risco aumentado de exposição ao vírus. ([Serviços e Informações do Brasil][1])


Anvisa autoriza produção nacional da vacina contra chikungunya pelo Butantan; medida pode reduzir preço

Foto: Foto: Ministério da Saúde


A vacina já havia recebido registro da Anvisa em abril de 2025, mas, até então, os locais de fabricação registrados eram unidades ligadas à Valneva. Com a nova autorização, o Butantan passa a ser reconhecido oficialmente como local de fabricação e poderá realizar parte do processo produtivo no Brasil, mantendo os padrões de qualidade, segurança e eficácia exigidos pela agência reguladora. ([Serviços e Informações do Brasil][1])

Segundo o Instituto Butantan

Segundo o Instituto Butantan, trata-se do mesmo imunizante, agora formulado e envasado em território nacional. A instituição afirma que a transferência de tecnologia deve tornar a vacina mais acessível e facilitar a oferta pelo SUS. Em nota, o diretor do instituto, Esper Kallás, disse que a produção local permite ao Butantan, por ser uma instituição pública, entregar o imunizante com preço menor e com a mesma qualidade e segurança. ([Instituto Butantan][2])

A estratégia piloto de vacinação contra a chikungunya

A estratégia piloto de vacinação contra a chikungunya começou em fevereiro de 2026 em municípios considerados prioritários pelo Ministério da Saúde. Em Minas Gerais, a lista inicial incluiu Sete Lagoas, Sabará, Congonhas e Santa Luzia, segundo orientação oficial da pasta. A ação foi planejada para adultos de 18 a 59 anos e prevê monitoramento de efetividade e segurança em condições reais de uso. ([Serviços e Informações do Brasil][3])

De acordo com o Butantan

De acordo com o Butantan, a vacina foi avaliada em cerca de 4 mil voluntários de 18 a 65 anos nos Estados Unidos. Resultados publicados na revista científica The Lancet em 2023 indicaram que 98,9% dos participantes produziram anticorpos neutralizantes. Os eventos adversos mais relatados foram leves ou moderados, como dor de cabeça, dor no corpo, fadiga e febre. ([Instituto Butantan][2])

A chikungunya é transmitida

A chikungunya é transmitida pela picada de fêmeas infectadas do mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor associado à dengue e à zika. Segundo a Anvisa, todos os estados brasileiros registram transmissão da doença. Em 2025, foram mais de 127 mil casos notificados no Brasil, com 125 mortes, conforme dados citados pela agência com base no Ministério da Saúde. ([Serviços e Informações do Brasil][1])

Apesar do avanço da produção nacional

Apesar do avanço da produção nacional, autoridades de saúde reforçam que a prevenção contra o mosquito continua essencial. A orientação é eliminar recipientes com água parada, manter caixas d’água, cisternas e tambores fechados e redobrar os cuidados em períodos de maior circulação de arboviroses.

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