Professora trans morre após ter 80% do corpo queimado em ataque em Curvelo; suspeito está preso
Bianka Acsa Rosa da Fonseca estava em tratamento em Belo Horizonte desde o crime, ocorrido em 7 de abril, e teve a morte confirmada pela escola onde trabalhava; Polícia Civil apura motivação ligada a ciúme.
04/05/2026 às 10:40por Redação Plox
04/05/2026 às 10:40
— por Redação Plox
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Morreu neste domingo (3/5) a mulher trans que teve cerca de 80% do corpo queimado após um ataque ocorrido em Curvelo, na região Central de Minas Gerais, no dia 7 de abril. Ela estava em tratamento em Belo Horizonte, mas não resistiu às consequências dos ferimentos.
A morte foi confirmada pela Escola Estadual Interventor Alcides Lins, onde a vítima trabalhava como professora.
Vítima fazia tratamento em Belo Horizonte, mas não resistiu aos ferimentos.
Foto: Reprodução / Redes sociais.
Escola confirma morte e lamenta perda da professora
A vítima foi identificada como Bianka Acsa Rosa da Fonseca. Em nota, a instituição lamentou a morte da docente e destacou a trajetória dela na comunidade escolar.
Sua luta diária, marcada por coragem e determinação, deixa um legado de inspiração em nossa escola. Nos solidarizamos com familiares e amigos neste momento de dor
Escola Estadual Interventor Alcides Lins
Polícia Civil aponta suspeito e motivação ligada a ciúme
Segundo a Polícia Civil, três dias após o crime um homem de 25 anos foi preso, suspeito de tentar matar o ex-companheiro e acabar atingindo também a professora, que ficou com cerca de 80% do corpo queimado. A motivação, conforme a apuração, foi ciúme.
Bianka, de 36 anos, não era o alvo do ataque. As investigações indicam que o suspeito teria planejado a ação contra o ex-companheiro, um jovem de 18 anos, atual parceiro da vítima. Ao usar uma substância inflamável e atear fogo no imóvel, as chamas atingiram a professora.
Ameaças anteriores e prisão preventiva
O jovem apontado como alvo do ataque não sofreu ferimentos, apesar de estar na casa no momento do incêndio. De acordo com o delegado Rodrigo Vieira Antunes, o suspeito já havia feito ameaças anteriores ao ex-companheiro.
Após o ataque, o homem fugiu, mas foi localizado e preso pela Polícia Civil depois que a Justiça autorizou a prisão preventiva. Conforme o delegado, a corporação destacou a gravidade da ação e informou que as investigações seguem para a completa elucidação do caso.