Base admite CPI/CPMI do Banco Master, mas rejeita assinar requerimento de Carlos Jordy

Governistas dizem aceitar a investigação se ela avançar por pedidos de Fernanda Melchionna e Rodrigo Rolemberg; texto protocolado nesta quinta (30) já reúne 181 assinaturas de deputados e 35 de senadores.

04/05/2026 às 11:56 por Redação Plox

Parlamentares da base do governo avaliam que é necessária a instalação de uma CPMI ou CPI para investigar o Banco Master, mas rejeitam assinar o requerimento apresentado pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ). Segundo deputados governistas ouvidos de forma reservada pelo titular desta coluna, a base aceita a apuração desde que ela avance por requerimentos apresentados por Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Rodrigo Rolemberg (PSB-DF).

Governistas avaliam que o requerimento do deputado bolsonarista mira o Supremo Tribunal Federal, e não o caso Master com suas ramificações em Brasília.

Governistas avaliam que o requerimento do deputado bolsonarista mira o Supremo Tribunal Federal, e não o caso Master com suas ramificações em Brasília.

Foto: Reprodução / Banco Master.


Base diz que investiga, mas impõe condição

Entre os textos em circulação no Congresso, o requerimento protocolado nesta quinta-feira (30) pelas deputadas Heloísa Helena (Rede-RJ) e Fernanda Melchionna (PSOL-RS) já soma 181 assinaturas de deputados e 35 de senadores.

Resistência a Jordy mira disputa política

A recusa em subscrever o texto de Jordy, segundo governistas, tem uma motivação política: a avaliação é que o pedido do deputado bolsonarista tem como foco o Supremo Tribunal Federal, e não o caso Master e suas ramificações em Brasília.

Desconfiança sobre acordo e ampliação do escopo

No governo, permanece a desconfiança de que possa haver um acordo entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e a oposição para enterrar a CPMI, em troca da rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF. Diante desse cenário, uma ala governista defende o endurecimento das apurações e quer incluir, no escopo da comissão, nomes ligados a Flávio Bolsonaro e ao próprio Davi Alcolumbre.

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