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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta segunda-feira (4) que o escândalo de fraudes no Banco Master tem provocado perplexidade e indignação na população e afetado a reputação de instituições brasileiras.
Decano da Corte, Gilmar participou da abertura de uma audiência pública sobre a eficiência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão responsável pela fiscalização do mercado de capitais. Na avaliação do ministro, os desdobramentos das investigações sobre o Master vêm gerando reflexos na credibilidade institucional do país.
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta segunda-feira (4) que o escândalo de fraudes no Banco Master tem provocado perplexidade e indignação na população.
Foto: Antônio Augusto/STF
A magnitude do recente escândalo do Banco Master, cujos detalhes vão sendo revelados, vem gerando justas perplexidades e indignação na população e corroendo a reputação de nossas instituições
Gilmar Mendes
Gilmar Mendes também declarou que a crise de credibilidade não se restringe ao STF. Para ele, o quadro de descrédito atinge as instituições de forma mais ampla e não deve ser tratado como um problema exclusivo da Corte.
Pretender resolver a crise de confiança, mirando apenas o Supremo Tribunal Federal, é no mínimo ingenuidade, mas provavelmente miopia deliberada e intenções obscuras
Gilmar Mendes
O caso envolve menções a dois ministros do STF durante as investigações da Polícia Federal (PF). Em fevereiro, o ministro Dias Toffoli deixou a relatoria do inquérito que apura as fraudes no Banco Master após a PF informar ao Supremo que havia referências ao nome do ministro em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro.
O aparelho foi apreendido na primeira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada no ano passado. Toffoli é um dos sócios do resort Tayayá, no Paraná, empreendimento comprado por um fundo de investimentos ligado ao Master e investigado pela PF.
No mês seguinte, o ministro Alexandre de Moraes negou ter mantido conversas com Vorcaro em 17 de novembro do ano passado, quando o empresário foi preso pela primeira vez. A suposta troca de mensagens foi divulgada pelo jornal O Globo, que informou ter tido acesso a prints de mensagens encontrados pela PF no celular apreendido durante a operação.