Datafolha: reprovação ao governo Lula alcança 39%, aprovação fica em 30%
Pesquisa ouviu 2.004 pessoas em maio e indica estabilidade em relação a abril; 29% avaliam como regular.
A proposta de mudança na escala de trabalho 6x1 entrou no centro da agenda política em Brasília nesta semana, em uma ofensiva liderada pela Câmara dos Deputados e pelo governo federal para tentar destravar a medida ainda em maio.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), quer acelerar a tramitação e já definiu um cronograma com previsão de aprovação do texto neste mês. A expectativa é que o relator, o deputado Leo Prates (Republicanos-BA), apresente o parecer nesta semana.
Escala 6x1: setores devem ser impactados pela PEC que quer mudar jornada de trabalho •
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
Na semana passada, Motta convocou sessões do plenário para todos os dias desta semana. A estratégia, segundo o planejamento em curso, teve como objetivo contar para o prazo da comissão especial responsável pela análise da proposta.
Agora, o plano é aproveitar a mobilização política em torno do Dia do Trabalhador para consolidar apoio entre os parlamentares e dar tração ao texto.
Paralelamente, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou uma campanha nacional em defesa do fim da escala 6x1, com peças publicitárias previstas para televisão, rádio, internet e cinema.
Com o slogan “Mais tempo para viver. Sem perder salário”, a campanha busca ampliar o debate público e pressionar o Congresso pela aprovação da proposta.
O projeto estabelece a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, com manutenção dos salários, e prevê dois dias de descanso remunerado por semana, substituindo o modelo atual de seis dias de trabalho para um de folga.
Segundo o governo, cerca de 37 milhões de trabalhadores podem ser beneficiados diretamente. Dados oficiais indicam ainda que aproximadamente 14,8 milhões de brasileiros atuam atualmente na escala 6x1.
A proposta também é defendida com base em estudos que associam jornadas mais longas ao aumento de problemas de saúde relacionados ao trabalho, além de possíveis impactos na produtividade.
Apesar da movimentação conjunta, o texto enfrenta resistência de setores empresariais, que apontam risco de aumento de custos e impacto na organização do trabalho.