Júri popular em Ipatinga julga réu por homicídio e tentativa; caso é tratado como violência doméstica

Sessão está marcada para segunda-feira (04), às 9h, no plenário da Câmara Municipal; denúncia cita ataque em agosto de 2024 no bairro Vila Celeste, com mãe morta e filha ferida ao tentar defendê-la

04/05/2026 às 09:37 por Redação Plox

Está marcado para esta segunda-feira (04), às 9h, o julgamento de Nailson Matos da Silva pelo Tribunal do Júri da Comarca de Ipatinga. Ele responde por homicídio qualificado consumado e tentativa de homicídio qualificado, em um caso enquadrado como violência doméstica contra a mulher.

A sessão será realizada no plenário da Câmara Municipal de Ipatinga. A acusação ficará a cargo da 11ª Promotoria de Justiça, representada pelo promotor Jonas Junio Linhares Costa Monteiro.

Segundo apurado, o acusado não aceitava o término e, ao ser informado da decisão da vítima de se separar, iniciou o ataque de forma repentina, sem permitir qualquer reação.

Segundo apurado, o acusado não aceitava o término e, ao ser informado da decisão da vítima de se separar, iniciou o ataque de forma repentina, sem permitir qualquer reação.

Foto: Divulgação


Denúncia aponta ataque enquanto vítima dormia

Conforme a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais, o crime teria ocorrido na manhã de 18 de agosto de 2024, na casa onde o casal morava, no bairro Vila Celeste. A vítima, Meiling Marli da Silva, de 37 anos, teria sido surpreendida e atacada enquanto dormia.

As investigações indicam que o relacionamento era marcado por episódios recorrentes de violência. Segundo apurado, o acusado não aceitava o término e, ao ser informado da decisão da vítima de se separar, iniciou o ataque de forma repentina, sem permitir qualquer reação.

Adolescente tentou defender a mãe e também foi ferida

Durante a agressão, a filha da vítima, uma adolescente de 15 anos, teria tentado intervir para defender a mãe e acabou ferida. Ela conseguiu fugir, foi socorrida e permaneceu internada por aproximadamente uma semana.

O Ministério Público sustenta que o crime foi praticado por motivo torpe, com emprego de violência extrema e recurso que dificultou a defesa das vítimas. O réu também responde pela tentativa de homicídio contra a adolescente, apontada como uma agressão motivada para garantir a consumação do crime principal.

Suspeito foi preso em flagrante e júri decidirá responsabilidade

Após o ocorrido, o suspeito foi localizado e preso em flagrante pela Polícia Militar. Caberá ao júri decidir sobre a responsabilidade do acusado e uma eventual condenação.

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