Professora trans morre após ataque com fogo em Curvelo; suspeito foi preso
Bianka Acsa Rosa da Fonseca estava internada em Belo Horizonte desde o atentado de 7 de abril, que deixou cerca de 80% do corpo queimado; Polícia Civil apura motivação ligada a ciúme.
04/05/2026 às 08:47por Redação Plox
04/05/2026 às 08:47
— por Redação Plox
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Morreu nesse domingo (3/5) a mulher trans que teve cerca de 80% do corpo queimado após um ataque ocorrido em Curvelo, na região Central de Minas Gerais, no último dia 7 de abril. Ela estava em tratamento em Belo Horizonte, mas não resistiu às consequências dos ferimentos.
A morte foi confirmada pela Escola Estadual Interventor Alcides Lins, onde a vítima trabalhava como professora. Identificada como Bianka Acsa Rosa da Fonseca, ela teve o falecimento lamentado pela instituição, que se solidarizou com familiares e amigos.
Morte foi confirmada pela escola em que a vítima era professora
Foto: Reprodução/Redes sociais
Escola lamenta morte e destaca trajetória da professora
Sua luta diária, marcada por coragem e determinação, deixa um legado de inspiração em nossa escola. Nos solidarizamos com familiares e amigos neste momento de dor
Escola Estadual Interventor Alcides Lins
Suspeito foi preso três dias após o crime, diz Polícia Civil
De acordo com a Polícia Civil, três dias após o crime um homem de 25 anos foi preso, suspeito de tentar matar o ex-companheiro e também atingir Bianka. Segundo a polícia, o caso teria sido motivado por ciúme.
Bianka, de 36 anos, não era o alvo do ataque. Conforme as investigações, o suspeito teria planejado a ação contra o ex-companheiro, um jovem de 18 anos, atual parceiro da professora. A apuração aponta que ele usou uma substância inflamável e ateou fogo no imóvel, e as chamas atingiram Bianka.
Delegado cita ameaças anteriores e fala em escalada de violência
O jovem que seria o alvo do ataque não sofreu ferimentos, apesar de estar na casa no momento da ação. Segundo o delegado Rodrigo Vieira Antunes, o suspeito já havia feito ameaças anteriores ao ex-companheiro.
Isso evidencia a escalada de violência que culminou no crime
delegado Rodrigo Vieira Antunes
Após o ataque, o homem fugiu, mas foi localizado e preso pela Polícia Civil depois que a Justiça autorizou a prisão preventiva. As investigações seguem, conforme a corporação.
A Polícia Civil destaca a extrema gravidade da ação, marcada pelo emprego de fogo contra a vítima, e segue com as investigações para completa elucidação dos fatos