Datafolha: reprovação ao governo Lula alcança 39%, aprovação fica em 30%
Pesquisa ouviu 2.004 pessoas em maio e indica estabilidade em relação a abril; 29% avaliam como regular.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) afirmou que o Brasil estaria “criando uma geração de imprestáveis” ao criticar a forma como programas sociais são executados no país. A declaração foi dada durante participação no programa Canal Livre, da Band, exibido neste domingo (4/5).
O tema surgiu após um questionamento sobre a proposta de unificação de políticas de transferência de renda e eventuais mudanças no Bolsa Família. Pré-candidato à Presidência da República, Zema disse que pretende manter o benefício para quem precisa, mas defendeu revisão nos critérios e combate a fraudes.
Zema, que é pré-candidato à Presidência da República, disse que pretende manter o benefício para quem precisa, mas defendeu revisão nos critérios e combate a fraudes
Foto: crédito: Dirceu Aurélio/Imprensa MG – 2/3/26
Segundo Zema, haveria crescimento no número de beneficiários que, mesmo aptos ao trabalho, optariam por permanecer fora do mercado formal.
Nós não vamos pagar auxílio do governo, Bolsa Família, para os marmanjões, que é o que mais está crescendo no Brasil
Romeu Zema
Na sequência, o ex-governador relatou que, em visitas a diferentes estados, encontra vagas abertas enquanto beneficiários permanecem em casa. Ele descreveu situações em que haveria postos com carteira assinada disponíveis, mas pessoas prefeririam seguir recebendo o auxílio, sem estudar e sem trabalhar, complementando a renda apenas com “bicos”, segundo sua avaliação.
Durante a entrevista, Zema defendeu que beneficiários que recusarem oportunidades de emprego possam perder o auxílio. Questionado sobre como o Estado poderia controlar esse processo e sobre o direito de recusar determinadas vagas, ele mencionou estruturas como o Sistema Nacional de Emprego (Sine) e secretarias municipais para intermediar as ofertas.
Ao ser confrontado sobre a possibilidade de o trabalhador recusar empregos incompatíveis com seu perfil, Zema argumentou que haveria alternativas, sugerindo que o beneficiário pudesse escolher entre opções de vagas disponíveis.
O ex-governador reconheceu diferenças regionais e afirmou que há casos em que a falta de emprego justificaria a manutenção do benefício. Ainda assim, sustentou que, em muitas cidades, haveria descompasso entre a oferta de vagas e a adesão de trabalhadores.
Ao longo da entrevista, Zema voltou a defender auditorias e revisão constante dos cadastros de programas sociais. Segundo ele, a gestão e o controle variam entre municípios e a medida buscaria evitar distorções, garantindo que os recursos cheguem a quem efetivamente necessita.