Três pessoas morreram após um possível surto de hantavírus em um cruzeiro que navegava pelo Atlântico, informou a Organização Mundial da Saúde no domingo (3).
O caso envolve o navio MV Hondius, operado pela Oceanwide Expeditions, que saiu da Argentina e estava na região de Cabo Verde quando a situação sanitária foi comunicada.
Até agora, a OMS confirmou em laboratório um caso de infecção por hantavírus e mantém outros cinco sob suspeita.
De acordo com a OMS
De acordo com a OMS, seis pessoas foram afetadas. Três morreram e uma segue internada em unidade de terapia intensiva na África do Sul.
A Associated Press informou, com base na OMS e no Departamento de Saúde da África do Sul, que dois tripulantes sintomáticos permaneciam a bordo do navio, próximo a Cabo Verde, aguardando avaliação para atendimento médico.
A empresa Oceanwide Expeditions
A empresa Oceanwide Expeditions afirmou que administra uma
situação médica séria a bordo do MV Hondius, localizado na costa de Cabo Verde.
Em comunicado divulgado no domingo, a companhia informou que três passageiros morreram durante a viagem, que um passageiro está em cuidados intensivos em Johanesburgo e que .
Segundo a operadora
Segundo a operadora, autoridades holandesas aceitaram liderar uma ação conjunta para organizar a repatriação dos dois sintomáticos que permanecem no MV Hondius, além do corpo de uma das pessoas que morreram e de um passageiro ligado à vítima, que não apresentava sintomas.
A embarcação estava ao largo do Porto da Praia, capital cabo-verdiana, conforme também informou a agência pública Inforpress, de Cabo Verde.
O hantavírus é transmitido principalmente por roedores
O hantavírus é transmitido principalmente por roedores. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, o CDC, informa que esses vírus podem causar doenças graves, como a síndrome pulmonar por hantavírus, e que o risco está associado ao contato com urina, fezes, saliva ou material de ninho de roedores infectados.
Ainda não há confirmação oficial sobre a origem da contaminação no cruzeiro.
A OMS acompanha o caso
A OMS acompanha o caso com autoridades de diferentes países, enquanto seguem as avaliações sobre os pacientes, a investigação epidemiológica e as medidas para atendimento dos tripulantes que continuam a bordo.
Até o último comunicado disponível, não havia confirmação pública sobre a conclusão da origem do surto nem sobre a identificação completa da variante envolvida.