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    Comércio online cresce enquanto lojas físicas seguem fechando portas

    Especialista mostra que um dos efeitos da pandemia é o aumento das vendas nas plataformas online

    Por Plox

    04/06/2021 11h44 - Atualizado há 5 meses

    Quem anda pela região comercial das grandes cidades brasileiras já deve ter percebido uma triste realidade: Com a pandemia, diversas lojas fecharam suas portas e placas de “aluga-se” ou “passa-se o ponto” estão muito mais em evidência nas ruas do que os famosos letreiros de grandes marcas conhecidas do público.

    Para se ter ideia, Minas Gerais bateu recorde em fevereiro com o alto número de lojas fechadas em shoppings do estado. Os números do levantamento realizado pela Associação dos Lojistas de Shopping Centers de Minas Gerais (AloShopping MG), apontou um índice de vacância superior a 12% nos estabelecimentos.

    Foto: divulgação

     

    Porém, se por um lado o cenário parece desolador para os comerciantes, por outro uma opção surge nestes tempos difíceis para reverter a grave crise econômica: o comércio online. Para se ter ideia, segundo levantamento feito pelo Sebrae, 7 em cada 10 empresas venderam seus produtos pela internet entre fevereiro e março deste ano. Além disso, o consumo virtual registrou faturamento de R$ 126,3 bilhões em 2020 (foram R$ 75,1 bilhões no ano anterior). Diante deste cenário, comerciantes e empresários acreditam que os números serão ainda maiores em 2021.

    Diante da impossibilidade da abertura das lojas físicas por conta das medidas de enfrentamento à Covid-19, a realidade é que os empreendedores viram que a forma de superar este momento difícil é concentrar esforços na internet. Para a especialista em marketing, Carolina Zuppo, “até quem não utilizava as ferramentas digitais para vender teve que se render a elas para manter seu nome no mercado. E isso vale tanto para os grandes empresários como até para aqueles que são MEI (Microempreendedor Individual)”, observa.

    Para quem deseja investir na web, Carolina revela que as redes sociais ou aplicativos de mensagens podem ser um caminho mais simples e barato. “A pessoa pode começar a divulgar seus produtos nas plataformas mais comumente usadas, como o Facebook e o Instagram. Pode criar um perfil comercial lá e divulgar as imagens dos seus produtos. E uma vantagem é que estas redes mostram a quantidade de acesso, comentários, curtidas, então o empresário poderá ter uma noção do que está agradando seu público”, reforça.

    Além disso, ela revela que “o empreendedor pode realizar vendas em uma página própria (e-commerce) ou investir em marketplaces, que é tipo um shopping virtual onde há vários vendedores de diversas categorias. Nessas horas, é fundamental um suporte de um profissional que possa te ajudar a encontrar qual é a melhor forma para o seu negócio ganhar a visibilidade necessária”.

    Para quem não quer gastar muito (ou nem pode), uma opção, orienta Carolina, é utilizar o Google Negócios. “É uma ferramenta gratuita que ajuda o empresário na organização das informações de um negócio. Também facilita o trabalho de agendamento e, lembrando, tem grande potencial em dar uma maior visibilidade para sua empresa ser encontrada durante uma busca na internet”, destaca. Para quem deseja investir na web, é fundamental estar sempre atento, ressalta a especialista. “Estar presente e pronto para atender os clientes. Afinal, o público deseja um atendimento rápido e eficaz, da mesma forma como se ele estivesse em uma loja física”, reforça.

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