Com cartaz, mãe pede por emprego em que possa levar filho autista
"Peço que Deus me ajude e agradeço toda ajuda que puderem me dar"
Por Plox
04/07/2019 12h49 - Atualizado há cerca de 6 anos
Uma dona de casa chamada Edileuza Pereira Barros, de 44 anos, tem ido há quase duas semanas para os semáforos de Goiânia, com um cartaz em mãos, pedindo por uma oportunidade de emprego, na qual ela possa levar seu filho que tem autismo.
Até dezembro do ano passado, ela morava com o adolescente e a outra filha. “Minha filha trabalhava, me ajudava em casa, nas contas. O pai dela também ajudava com dinheiro. Mas ela se casou e mudou para São Paulo. Agora, não tenho como trabalhar porque não tenho com quem deixar meu filho”, relata.
Quando a família se mudou do Pará para Goiânia, em 2012, Marcos Vinícius Pereira Barros, de 14 anos, foi diagnosticado com autismo. Desde então, o adolescente tem tido acompanhamento médico.
No entanto, Edileuza conta que não consegue comprar os remédios por causa da sua condição financeira. Muitas vezes, ela não tem dinheiro para comprar roupas, calças ou óculos para o filho.
“Foi quando eu tive essa ideia, pedi para as mulheres que cuidam dele no tratamento escreverem um cartaz para mim e eu comecei a ir para o semáforo. Desde então, tenho recebido mais ajudas. Seja algum dinheiro, alguma doação, então a situação está melhorando um pouco”, diz.
Edileuza costuma ficar na Avenida T-63, entre a Praça Nova Suíça e o viaduto no cruzamento com a Avenida 85. Ela informa que está em busca de trabalho como diarista ou auxiliar de limpeza, entretanto, precisa ser em locais em que ela possa levar o filho, pois não tem com quem deixá-lo.
"Peço que Deus me ajude e agradeço toda ajuda que puderem me dar", finaliza.
Atualizado às 13h55.