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Atacante participou do gol decisivo de Ferran Torres na vitória por 1 a 0 sobre a Argentina, na prorrogação.
A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra o empresário Fernando Trabach Gomes, dono de postos de combustíveis que abasteceram parte significativa da frota usada na campanha de reeleição de Cláudio Castro (PL) ao governo do Rio de Janeiro, em 2022. As diligências fazem parte da 5ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada em 2 de julho de 2026, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O empresário Fernando Trabach em registro recente
Foto: Reprodução
De acordo com a PF, esta etapa tem como foco aprofundar apurações sobre indícios de lavagem de dinheiro atribuídos a uma organização criminosa, com possível ramificação envolvendo agentes públicos e suspeitas de repasses ligados ao jogo do bicho e ao comércio ilegal de cigarros no estado. A corporação informou que, nesta fase, foram expedidos três mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão, além de medidas patrimoniais.
Segundo informações publicadas pelo G1, as buscas envolvendo Trabach visam esclarecer possíveis ligações do empresário com Cláudio Castro e com o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar. A mesma reportagem aponta que, na prestação de contas da campanha de 2022, postos vinculados ao empresário responderam pela maior parte do combustível adquirido para a frota usada no período eleitoral, com gasto declarado de R$ 478 mil para a compra de cerca de 70 mil litros de diesel.
A defesa de Trabach informou ao G1 que só irá se manifestar após ter acesso aos autos da investigação.
PF faz busca na casa de Bernardo Coutinho, sobrinho de Adilsinho
Foto: Reprodução
Além das buscas, a decisão judicial relacionada à fase atual prevê o sequestro de bens e valores de até R$ 22 milhões, e inclui medidas envolvendo o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho. A PF sustenta que as investigações desta etapa miram um suposto esquema de lavagem de dinheiro atribuído ao grupo e suas conexões.
Entre os alvos de mandados e diligências também aparecem nomes como o ex-deputado Marco Antônio Cabral e Bernardo Coutinho, citado em reportagens como sobrinho de Adilsinho e já investigado em operação anterior. As apurações sobre o grupo têm histórico de desdobramentos a partir de investigações antigas sobre o comércio ilegal de cigarros no Grande Rio, como a Operação Fumus, deflagrada em 2021.
Claudio Castro, do PL
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Em nota divulgada e reproduzida na imprensa, a defesa de Adilsinho negou pagamento de vantagens indevidas a políticos ou agentes públicos. A defesa de Rodrigo Bacellar também refutou qualquer tentativa de embaraço a investigações e afirmou que ele não teria vínculo com os fatos apurados. Já a defesa de Cláudio Castro declarou que é falsa qualquer ilação sobre recebimento de pagamento, doação ilegal ou vantagem indevida atribuída ao contraventor, e ressaltou que Castro não é alvo da operação e que não há imputação formal contra ele nos fatos noticiados.
A Operação Unha e Carne segue em andamento, e a PF não detalhou, até o momento, o conteúdo apreendido nas buscas nem o cronograma de novos atos da investigação.