Alckmin diz que governo seguirá negociando tarifa adicional dos EUA sobre produtos brasileiros
Vice-presidente classificou a medida de 25% como injusta e descabida e afirmou que o governo buscará proteger empregos, empresas e exportadores afetados.
Um homem identificado como Elenilson Misael da Silva, de 47 anos, conhecido como “Galego”, morreu após uma ação de policiais da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) na noite de quinta-feira (2), em Peruíbe, no litoral de São Paulo. O caso foi registrado como morte decorrente de intervenção policial, e a Polícia Civil abriu inquérito para apurar as circunstâncias da ocorrência.
Elenilson Misael da Silva (à dir.) é apontado como suspeito de envolvimento no atentado contra o tenente da PM Ronickson Pimentel dos Santo (à esq.)
Foto: Redes Sociais
Os policiais que participaram da ação relataram, em depoimento, que chegaram ao suspeito após uma denúncia sobre o paradeiro dele e sobre o veículo que estaria sendo usado. Ainda conforme a versão apresentada pelos agentes, o motorista tentou fugir ao notar a aproximação, houve perseguição e, durante a abordagem, ocorreu o confronto.
O suspeito foi levado ferido a uma unidade de saúde de Peruíbe, onde a morte foi confirmada. No registro policial, consta a apreensão de estojos de munição encontrados nas proximidades do veículo, além do material bélico dos policiais envolvidos, que foi recolhido para perícia.
Imagem de câmera de segurança registra o momento em que o policial é baleado na Grande SP
Foto: Reprodução/Circuito de segurança
“Galego” era apontado, em apurações iniciais, como possível participante do atentado contra o tenente da PM Ronickson Pimentel dos Santos, baleado na cabeça em 27 de junho, na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. O oficial estava à paisana em uma motocicleta, parado em um semáforo, quando foi atingido por disparos feitos por ocupantes de outra moto.
Em meio à investigação, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que recebeu a denúncia contra Elenilson, mas afirmou que, até o momento, não havia indícios que comprovassem a participação dele no ataque ao tenente, o que mantém a necessidade de esclarecimento do vínculo entre os casos.
A morte em Peruíbe ocorreu poucos dias após outro confronto envolvendo a Rota na região de Guaianases, na Zona Leste da capital, em 1º de julho, quando um homem apontado como suspeito de participação no atentado também morreu durante uma ação policial. As ocorrências são acompanhadas por investigação da Polícia Civil.
O tenente Ronickson Pimentel, irmão de Eloá Pimentel — adolescente assassinada em 2008 após cárcere privado que mobilizou o país — segue internado, e o caso do atentado permanece sob apuração para identificação dos autores e eventuais mandantes.