Mendonça retira sigilo de 39 processos no STF ligados às investigações do Banco Master
A medida amplia a divulgação de documentos, mas o conteúdo extraído do celular de Daniel Vorcaro continua sob sigilo da Polícia Federal.
Euler Oliveira Pereira Rocha, policial penal de 42 anos, foi morto durante uma escolta no Hospital Luxemburgo, em Belo Horizonte, na madrugada do último domingo (3). O agente foi assassinado pelo detento Shaylon Cristian Ferreira Moreira, de 24 anos, que estava internado no hospital havia três dias sob custódia.
Foto: Reprodução/redes sociaisDurante a madrugada, Shaylon pediu para ir ao banheiro e, no local, travou luta corporal com Euler, conseguindo desarmá-lo e disparando dois tiros. O detento, então, usou a farda da vítima para enganar os funcionários do hospital e fugir pela porta da frente em um carro de aplicativo. Ele foi localizado e preso pela Polícia Militar logo depois.
Euler seguia a trajetória profissional do pai na área da segurança pública, e o irmão Fernando Alves, integrante do Corpo de Bombeiros, contou que a vocação veio de família. A irmã Arlete Alves afirmou que ele demonstrava grande orgulho pela profissão e fazia questão de tratar os detentos com humanidade e respeito. “Ele vibrava o tempo todo. Fazia questão de se dedicar ao trabalho”, relatou emocionada.
Segundo ela, Euler já havia escoltado Shaylon em outras ocasiões. “Soube que meu irmão o acompanhou várias vezes na UPA. Ele estava ali para proteger. E eu via como ele tratava essas pessoas — com respeito, com humanidade”, disse.
Pai de três filhos — de 18, 13 e 5 anos —, Euler era muito presente na vida das crianças. A irmã relatou que o filho mais velho ainda parece em estado de choque e o caçula sequer compreende o que aconteceu. “Acho que ele nem assimilou ainda. Por isso, nem chora.”
O sepultamento ocorreu no Cemitério da Paróquia Nossa Senhora da Piedade, no distrito de Justinópolis, em Ribeirão das Neves, na Grande BH. A despedida foi marcada por comoção entre familiares, amigos e colegas da segurança pública.
As investigações sobre o crime continuam sob responsabilidade das autoridades, que também analisam os protocolos adotados na escolta do preso.