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Relatório final sobre a queda do voo 2283, em Vinhedo (SP), cita relatos de pressão para não registrar falhas técnicas; acidente matou 62 pessoas.
A Justiça decidiu nesta terça-feira (4) manter preso preventivamente o açougueiro de 48 anos investigado por ferir três colegas de trabalho em uma loja do Assaí Atacadista, em Jundiaí, no interior de São Paulo. O caso ocorreu na tarde de segunda-feira (3), na unidade situada na Avenida União dos Ferroviários.
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Durante depoimento à Polícia Civil, o homem afirmou que havia pensado no ataque cerca de um mês antes. Segundo sua versão, ele acreditava ser alvo de perseguição por parte dos colegas e teria antecipado a execução do plano após receber uma advertência no dia das agressões. O investigado também relacionou sua decisão ao ataque registrado na fábrica da Bombril, em São Bernardo do Campo, que deixou três mortos no sábado (1º). Essas alegações ainda são apuradas.

A Justiça converteu em preventiva, nesta terça-feira (4), a prisão do açougueiro de 48 anos
Foto: Reprodução
Os trabalhadores atingidos têm 25, 28 e 37 anos. Eles receberam atendimento médico após o crime. Em nota, o Assaí informou que os funcionários feridos estão bem, que oferece suporte médico e que colabora com as investigações.

Suspeito do ataque na Bombril se entregou à polícia, mas morreu na carceragem
Foto: Divulgação
De acordo com o relato de uma testemunha, o açougueiro afiava uma faca pouco antes do ataque e dizia que uma tragédia iria acontecer. Um superior teria sido comunicado sobre a situação, mas as agressões começaram minutos depois.
Funcionários e seguranças da loja conseguiram imobilizar o suspeito até a chegada da Polícia Militar. A faca usada no crime foi apreendida e deverá ser submetida à perícia.
A Polícia Civil indiciou o homem por três tentativas de homicídio qualificado. A apuração considera, inicialmente, a hipótese de motivo torpe e o emprego de um recurso que teria dificultado a reação das vítimas. Após a audiência de custódia, a prisão em flagrante foi substituída pela preventiva.
O episódio mencionado pelo açougueiro aconteceu na manhã de sábado (1º), por volta das 6h, durante a troca de turno na fábrica da Bombril, no bairro Rudge Ramos, em São Bernardo do Campo. Um trabalhador terceirizado, de 33 anos, atacou três pessoas com armas brancas.
As vítimas foram identificadas como José Guilherme Victoriano de Moura, de 54 anos, Edvaldo Santos da Silva, de 44, e Douglas de Souza Vieira, de 39. Os três morreram no local.
Informações reunidas pela polícia apontam que o autor levou dois canivetes para a unidade. Edvaldo, que atuava como supervisor, teria tentado impedir que um colega fosse atacado, mas acabou atingido também.
Depois das mortes, o suspeito permaneceu no estacionamento da fábrica e se entregou aos policiais militares. Ele foi conduzido ao 2º Distrito Policial de São Bernardo do Campo, onde morreu na carceragem, conforme informou a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo. A Corregedoria da Polícia Civil foi chamada para investigar as circunstâncias da morte.
A motivação do crime na Bombril ainda não foi esclarecida. A empresa retomou as atividades da fábrica na segunda-feira (3) e informou ter disponibilizado 18 psicólogos e assistentes sociais aos trabalhadores dos três turnos. A Bombril e a terceirizada TPC declararam prestar assistência às famílias das vítimas e colaborar com as autoridades.
Em Jundiaí, o açougueiro segue detido enquanto a Polícia Civil finaliza o inquérito sobre o ataque no Assaí.