Escola de Juiz de Fora é condenada a indenizar professora por demissão considerada vexatória

Colégio Santa Catarina deverá pagar R$ 15 mil por danos morais e horas extras por reuniões fora da jornada; decisão ainda cabe recurso.

04/08/2026 às 07:35 por Redação Plox

O Colégio Santa Catarina, em Juiz de Fora, foi condenado pela Justiça do Trabalho a pagar R$ 15 mil por danos morais a uma professora demitida no fim de 2024. A Quinta Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-MG) considerou que a forma de condução dos desligamentos submeteu as profissionais a constrangimento coletivo.

Registro da reportagem: Fachada do Colégio Santa Catarina em Juiz de Fora

Registro da reportagem: Fachada do Colégio Santa Catarina em Juiz de Fora

Foto: Facebook/Reprodução


De acordo com reportagem do G1, a decisão manteve sentença da 1ª Vara do Trabalho de Juiz de Fora e foi unânime. Ainda cabe recurso.

Demissões ocorreram diante de outras profissionais

O processo apontou que professoras eram chamadas individualmente à diretoria pedagógica enquanto outras aguardavam dentro da escola. À medida que retornavam após as dispensas, algumas chorando, novas docentes eram convocadas, criando um ambiente de tensão, medo e ansiedade entre as trabalhadoras que permaneciam no local.

Uma testemunha relatou que havia alertas sobre atividades sindicais e comentários que aumentavam a apreensão no grupo. O depoimento foi utilizado como prova emprestada de outra ação trabalhista envolvendo a mesma instituição, conforme informado pelo G1.

Para o relator do caso, desembargador Paulo Maurício Ribeiro Pires, foram comprovados os elementos necessários para a responsabilização civil da empregadora: conduta ilícita, dano e relação entre os fatos. A Quinta Turma do TRT-MG mantém o magistrado em sua composição, segundo informações institucionais do tribunal.

Horas extras também deverão ser pagas

Além da indenização por danos morais, a escola foi condenada ao pagamento de horas extras relacionadas a reuniões pedagógicas realizadas fora da jornada regular da professora. O colégio contestou a condenação e sustentou que não houve constrangimento, mas o recurso foi rejeitado pelo colegiado.

Procurado pelo G1, o Colégio Santa Catarina não havia se manifestado até a última atualização da reportagem. O processo ainda pode ter novos desdobramentos nas instâncias trabalhistas.

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