Flávio Dino é sorteado relator de pedido da PF para investigar Lulinha

Ministro do STF decidirá sobre a abertura de novo inquérito por suspeita de tráfico de influência em órgãos federais.

04/08/2026 às 11:19 por Redação Plox

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado relator do terceiro pedido apresentado pela Polícia Federal para investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Caberá ao magistrado decidir se autoriza a abertura do novo inquérito.

Flávio Dino

Flávio Dino

Foto: Victor Piemonte/STF

A PF pretende apurar suspeitas de tráfico de influência em órgãos do governo federal para favorecer empresas relacionadas ao empresário. A distribuição do pedido a Dino não representa abertura automática da investigação nem indica responsabilidade criminal de Lulinha.

Dois inquéritos já foram autorizados

Outros dois inquéritos contra o filho do presidente foram autorizados pelo ministro André Mendonça. Um deles apura uma possível atuação em negociações envolvendo produtos à base de cannabis medicinal e contatos no Ministério da Saúde e no Palácio do Planalto.

O segundo procedimento investiga a relação de Lulinha com Cléber Ribas de Oliveira, sócio da empresa de tecnologia 3Structure IT. A suspeita é de que o empresário tenha buscado acesso à Dataprev e a outros órgãos federais e custeado ao menos uma viagem de Lulinha em troca de facilidades no governo. A Dataprev declarou não manter contratos com a empresa.

Levantamento do Poder360, elaborado a partir do Portal da Transparência e do Diário Oficial da União, aponta que a 3Structure acumulou seis contratos com órgãos federais, que somam R$ 81,19 milhões. Cinco deles teriam sido precedidos de licitação. Um dos acordos foi firmado em 2022, ainda no governo de Jair Bolsonaro, e os demais durante a atual gestão federal.

Defesa critica novos pedidos

O advogado Marco Aurélio de Carvalho, integrante da defesa de Lulinha, afirmou que a Polícia Federal estaria promovendo uma

pesca probatória ao solicitar novas apurações.

Ele também disse que pretende cobrar explicações do Ministério da Justiça e alegou que a sucessão de inquéritos poderia interferir no processo eleitoral.

Lulinha nega ter atuado para beneficiar empresários ou empresas dentro do governo. Agora, o pedido permanece sob análise de Flávio Dino, que poderá autorizar a investigação, solicitar informações adicionais ou rejeitar a abertura do terceiro inquérito.

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