PF aponta promoção sem experiência mínima e omissão de panes em voo da Voepass
Relatório final sobre a queda do voo 2283, em Vinhedo (SP), cita relatos de pressão para não registrar falhas técnicas; acidente matou 62 pessoas.
A confirmação de dois óbitos por dengue, em Belo Oriente e Bom Jesus do Galho, elevou para cinco o número de mortes pela doença na região do Vale do Aço e municípios próximos em 2026. Os registros foram incluídos na atualização de segunda-feira (3) do Painel de Monitoramento da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG).
Duas novas confirmações elevam para cinco as mortes por dengue no Vale do Aço e entorno.
Foto: Agência Brasil
Em Belo Oriente, a confirmação mais recente refere-se a um homem com mais de 60 anos e hipertensão. A morte ocorreu em março, mas o diagnóstico foi concluído posteriormente, após exames realizados pela Fundação Ezequiel Dias (Funed). O município passou a contabilizar dois óbitos pela doença neste ano.
O outro caso confirmado ocorreu em Bom Jesus do Galho. A vítima era um homem com mais de 40 anos e não tinha comorbidades registradas. Outros dados pessoais não foram divulgados pela SES-MG.
Antes das duas novas confirmações, já haviam sido registrados óbitos em Ipatinga, Timóteo e Belo Oriente. Em Ipatinga, a vítima era uma mulher com mais de 70 anos que apresentava hepatopatias e hipertensão. Em Timóteo, morreu um homem com mais de 80 anos, sem comorbidades informadas. O primeiro óbito de Belo Oriente também foi de uma mulher com mais de 70 anos e hipertensão.
Cinco óbitos registrados na região.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Considerando apenas Coronel Fabriciano, Ipatinga, Santana do Paraíso e Timóteo, os quatro municípios da Região Metropolitana do Vale do Aço somavam 1.333 casos confirmados de dengue em 2026. O maior número de registros ocorreu entre 22 de março e 16 de maio, conforme o painel estadual.
Em Minas Gerais, o boletim mais recente disponível no site da SES-MG, com dados até 27 de julho, apontava 63.978 casos prováveis, 42.885 confirmações e 35 óbitos por dengue. Os números são parciais e podem passar por alterações após a conclusão das investigações epidemiológicas.
Febre alta, dor de cabeça ou atrás dos olhos, enjoo, fraqueza, dores nas articulações e manchas vermelhas estão entre os sintomas mais comuns. Dor abdominal intensa, vômitos frequentes, tontura, dificuldade para respirar, sangramentos e cansaço acentuado são sinais de alerta para formas graves e exigem atendimento médico imediato.
O Ministério da Saúde orienta a população a eliminar recipientes que acumulem água, manter caixas-d’água vedadas e limpar calhas, lajes e ralos. Pessoas com sintomas não devem se automedicar, e os dados municipais continuam sujeitos a revisão à medida que exames e investigações são concluídos.