Mensagens mostram convite para encontro sem secretária antes de denúncia contra vereador de Sertãozinho

Conversas atribuídas a Antonio Cesar Peghini, conhecido como Cesinha, indicam encontro em seu gabinete no dia em que a denunciante afirma ter sofrido estupro. Ele nega as acusações.

04/08/2026 às 18:12 por Redação Plox

Mensagens atribuídas ao vereador Antonio Cesar Peghini (PL), conhecido como Cesinha, indicam que ele pediu a uma mulher que fosse ao seu gabinete na Câmara de Sertãozinho, no interior de São Paulo, em um horário no qual a secretária já teria deixado o local. A conversa ocorreu em 15 de junho, mesma data apontada pela denunciante como a do estupro que ela afirma ter sofrido.

Vereador Cesinha (PL) durante sessão que instituiu comissão para investigar denúncia em Sertãozinho (SP)

Vereador Cesinha (PL) durante sessão que instituiu comissão para investigar denúncia em Sertãozinho (SP)

Foto: Reprodução/Câmara de Sertãozinho


Nas mensagens divulgadas, o interlocutor convida a mulher para ir à Câmara às 17h e afirma que liberaria sua entrada. Em outro trecho, escreve que dispensaria a secretária mais cedo. A mulher havia procurado o vereador em busca de ajuda para conseguir emprego, diante de dificuldades financeiras relatadas por ela.

A denunciante afirmou que as conversas, inicialmente ligadas à procura por trabalho, passaram a ter conteúdo pessoal e sexual. Após o encontro, ela enviou uma mensagem acusando o parlamentar de tê-la agarrado à força e abusado dela dentro do gabinete. A identidade da mulher não foi divulgada.

Investigação policial e apuração na Câmara

O caso é investigado pela Polícia Civil como crime contra a dignidade sexual, ainda em fase inicial. Também foi determinada uma medida protetiva que impede o vereador de se aproximar da denunciante.

Na Câmara Municipal de Sertãozinho, os vereadores aprovaram por unanimidade a abertura de uma comissão processante para apurar possível quebra de decoro parlamentar. A análise no Legislativo trata de eventual responsabilidade político-administrativa e não substitui a investigação criminal, que seguirá sob responsabilidade das autoridades policiais e do Judiciário.

Em nota reproduzida pela reportagem, Peghini negou as acusações e declarou que a verdade será esclarecida durante o processo. Ele também afirmou que não prometeu nem intermediou emprego para a mulher e disse confiar na Justiça para provar sua inocência.

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