PF aponta promoção sem experiência mínima e omissão de panes em voo da Voepass
Relatório final sobre a queda do voo 2283, em Vinhedo (SP), cita relatos de pressão para não registrar falhas técnicas; acidente matou 62 pessoas.
Mensagens atribuídas ao vereador Antonio Cesar Peghini (PL), conhecido como Cesinha, indicam que ele pediu a uma mulher que fosse ao seu gabinete na Câmara de Sertãozinho, no interior de São Paulo, em um horário no qual a secretária já teria deixado o local. A conversa ocorreu em 15 de junho, mesma data apontada pela denunciante como a do estupro que ela afirma ter sofrido.
Vereador Cesinha (PL) durante sessão que instituiu comissão para investigar denúncia em Sertãozinho (SP)
Foto: Reprodução/Câmara de Sertãozinho
Nas mensagens divulgadas, o interlocutor convida a mulher para ir à Câmara às 17h e afirma que liberaria sua entrada. Em outro trecho, escreve que dispensaria a secretária mais cedo. A mulher havia procurado o vereador em busca de ajuda para conseguir emprego, diante de dificuldades financeiras relatadas por ela.
A denunciante afirmou que as conversas, inicialmente ligadas à procura por trabalho, passaram a ter conteúdo pessoal e sexual. Após o encontro, ela enviou uma mensagem acusando o parlamentar de tê-la agarrado à força e abusado dela dentro do gabinete. A identidade da mulher não foi divulgada.
O caso é investigado pela Polícia Civil como crime contra a dignidade sexual, ainda em fase inicial. Também foi determinada uma medida protetiva que impede o vereador de se aproximar da denunciante.
Na Câmara Municipal de Sertãozinho, os vereadores aprovaram por unanimidade a abertura de uma comissão processante para apurar possível quebra de decoro parlamentar. A análise no Legislativo trata de eventual responsabilidade político-administrativa e não substitui a investigação criminal, que seguirá sob responsabilidade das autoridades policiais e do Judiciário.
Em nota reproduzida pela reportagem, Peghini negou as acusações e declarou que a verdade será esclarecida durante o processo. Ele também afirmou que não prometeu nem intermediou emprego para a mulher e disse confiar na Justiça para provar sua inocência.