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    Entenda a síndrome mão-pé-boca que cresceu com fim do isolamento

    Doença é altamente contagiosa e causa febre alta, dor de garganta e feridas em boca, mãos e pés de crianças até 5 anos

    Por Plox

    04/12/2021 11h07 - Atualizado há 8 meses

    A volta das crianças ao convívio social em escolas, parques e festinhas fez com que surgisse no país surtos espalhados da doença conhecida como síndrome mão-pé-boca, que atinge principalmente as crianças de até 5 anos. Foram registrados muitos casos em Belo Horizonte,  em Cuiabá, Mato Grosso, Goiás, Chapecó e Baixada Santista

    Na maioria dos casos, a infecção é causada pelos vírus coxsackie da família dos enterovírus, que normalmente habitam o sistema digestivo. A pediatra e neonatologista Vanessa Mouawad explica que a doença é altamente contagiosa.

     

    Crianças têm dificuldade de ingerir líquido e principal complicação é desidratação DIVULGAÇÃO PREFEITURA DE CUIABÁ
    Crianças têm dificuldade de ingerir líquido e principal complicação é desidrataçãoDIVULGAÇÃO PREFEITURA DE CUIABÁ

     

    "As crianças que ficaram isoladas até metade desse ano, só com aulas online, mesmo no caso dos bebês que não frequentavam creches, agora estão se encontrando mais. Como é uma síndrome altamente contagiosa, os vírus estão com mais em circulação no momento e os surtos acontecem", explica a médica.

    Os sintomas são febre alta, manchas e aftas na boca, amídalas e faringe. Com isso, a criança fica com dor de garganta, mal-estar, pode ter vômito e diarreia. Além de ser famoso por pontos avermelhados que evoluem para bolhas, principalmente, nas mãos e pés, podendo aparecer em outros regiões do corpo. 

     

    O contágio acontece por meio do contato com a saliva, fezes ou objetos de pessoas contaminadas com o vírus. Sendo que a primeira semana após o começo dos sintomas é o período de maior transmissibilidade da doença.

     

     

     

    "Não existe uma vacina, então a prevenção é feita pela higienização adequada de mãos e objetos das crianças e afastamento de quem estiver com suspeitas com a doença. Se começar um quadro febril, não leva à escola. É importante afastar a criança que tem algum tipo de suspeita", alerta a pediatra. 

    O tratamento é feito com o uso de remédios analgésicos e anti-inflamatórios. Mesmo com lesões na boca, a higienização deve ser feita normalmente com creme dental e escova de dente.

    A complicação mais comum da síndrome é a desidratação, uma vez que as crianças têm dificuldade de ingerir líquidos por causa da dor.

    Em casos raros, as crianças podem ter consequências, como: meningite asséptica, encefalite, síndrome semelhante a poliomielite, Síndrome de Guillain-Barré, miocardite (inflamação dos músculos do coração), inflamação do pulmão), edema pulmonar (líquido no pulmão) e conjuntivite.

    A duração dos sintomas varia entre uma a duas semanas e as lesões nos pés e mãos desaparecem sem nenhuma sequela.

     

     

     

    O diagnóstico é feito por exames clínicos e por meio de sorologia e PCR para descobrir qual o vírus causador da doença. O organismo não cria anticorpos contra a infecção, mesmo depois da doença

    "Pode haver a infecção mais de uma vez, porque são vários sorotipos e a imunidade não é definitiva. A criança pode pegar mais de uma vez, inclusive o mesmo vírus. O vírus é mais frequente em crianças, mas os adultos também podem pegar sim, apesar de ser bem mais raro", conclui Vanessa. 

    Fonte: https://noticias.r7.com/saude/entenda-a-sindrome-mao-pe-boca-que-cresceu-com-fim-do-isolamento-04122021
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