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Baixada Santista segue em estado de atenção para maré elevada e mar agitado

Após ondas de até 2,7 metros no fim de semana, planos de contingência apontam risco de inundações costeiras e novos alagamentos em Santos, São Vicente e Cubatão, enquanto Defesa Civil alerta para deslizamentos na costa paulista

05/01/2026 às 08:13 por Redação Plox

Após registrar ondas de até 2,7 metros no fim de semana, a Baixada Santista segue em estado de atenção para maré elevada e mar agitado nesta segunda-feira (5/1), em São Paulo. O avanço de uma frente fria sobre a faixa litorânea provoca ventos intensos e mantém o alerta em toda a região costeira.

Alerta é válido para região de orla em todos os municípios da Baixada Santista e no interior do estuário de Santos, São Vicente e Cubatão.

Alerta é válido para região de orla em todos os municípios da Baixada Santista e no interior do estuário de Santos, São Vicente e Cubatão.

Foto: Reprodução / Defesa Civil de Santos.


De acordo com os planos de contingência para ressacas e inundações costeiras de São Paulo e de Santos, o alerta vale para a região de orla de todos os municípios da Baixada Santista e para o interior do estuário de Santos, São Vicente e Cubatão. A previsão indica nível do mar entre 1,8 m e 2,0 m e altura significativa das ondas variando de 2 a 3 metros.


Há possibilidade de inundações costeiras e alagamentos durante os períodos de maré alta, principalmente no interior do estuário, cenário que pode ser agravado pelas chuvas previstas para os próximos dias. As informações são do Núcleo de Pesquisas Hidrodinâmicas da Unisanta e da Sala de Situação da Baixada Santista (NPH-Unisanta).


Os pesquisadores recomendam que a população e as autoridades acompanhem de perto as previsões oceanográficas e meteorológicas, bem como as condições do mar ao longo da semana, diante do quadro de instabilidade mantido no litoral paulista.

Segunda-feira começa fria e chuvosa em São Paulo

A primeira segunda-feira (5/1) do ano começou com tempo frio e chuvoso em boa parte do estado, quadro que não deve mudar significativamente ao longo do dia, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).


Em Santos, a temperatura mínima é de 17°C, com máxima prevista de 24°C. Na capital paulista, o dia amanheceu nublado, com termômetros em torno dos 17°C. Ventos úmidos vindos do oceano favorecem a ocorrência de chuviscos, e a temperatura máxima não deve passar de 22°C, conforme o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE).


Em Campinas, no interior, a manhã também começou com temperatura amena, mas a expectativa é de elevação ao longo do dia. Segundo o Inmet, a máxima na cidade deve chegar a 29°C, com muitas nuvens e chuva isolada ao longo do período.

Chuvas fortes deixam desabrigados no litoral paulista

As chuvas intensas que atingiram diversos municípios do litoral de São Paulo neste domingo (4) deixaram 133 pessoas desabrigadas e outras 236 desalojadas, retiradas temporariamente de suas casas por segurança. O balanço foi divulgado pelo gabinete de crise do Governo de São Paulo.


Os temporais provocaram alagamentos, quedas de árvores e outros danos em áreas urbanas e rurais. Equipes de resgate foram mobilizadas para 11 ocorrências relacionadas a eventos meteorológicos adversos no litoral, sem registro de vítimas fatais ou feridos.

Mongaguá é o município mais afetado

Mongaguá, no sul do litoral paulista, foi a cidade mais impactada. O município registrou 94 moradores desabrigados, 230 famílias desalojadas e 120 residências em situação de vulnerabilidade. Outras cidades afetadas incluem Peruíbe, Cubatão, Juquiá, Ubatuba, São Sebastião, Itariri, Ribeirão Pires e Ilhabela, com alagamentos, quedas de árvores e danos em diferentes pontos.


Segundo a Defesa Civil do Estado de São Paulo, os maiores volumes de chuva em 24 horas foram registrados em Ubatuba (178 mm), São Vicente (114 mm), Caraguatatuba (100 mm) e Bertioga (81 mm). Em apenas seis horas, São Sebastião acumulou 31 mm, seguido por São Carlos (26 mm) e Ubatuba (17 mm).

Alagamentos e danos em Mongaguá

Em Mongaguá, a chuva forte provocou alagamentos em vários bairros, com destaque para Nossa Senhora de Fátima e Agenor de Campos. Ruas ficaram completamente inundadas e uma estrutura metálica cedeu na Praça Dudu Samba em razão da intensidade da chuva.


Diante da situação, a Defesa Civil acionou o Corpo de Bombeiros e pediu apoio de embarcações do GBMar para auxiliar no deslocamento das equipes e no atendimento aos moradores atingidos.

Risco segue elevado em áreas vulneráveis

O acúmulo de chuva dos últimos dias aumenta o risco de novos alagamentos, deslizamentos e queda de árvores em áreas sensíveis do litoral paulista. A Defesa Civil do Estado orienta que moradores de áreas de risco redobrem a atenção e sigam as recomendações de segurança diante da previsão de tempo instável e mar agitado na Baixada Santista e em outros pontos da costa.

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