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Economia
Dólar abre em alta com crise na Venezuela e novas projeções do BC no radar
Moeda americana inicia a semana em leve valorização em meio à tensão geopolítica após ataque dos EUA e captura de Maduro, novas projeções do Boletim Focus para 2026 e início de ano em baixa do Ibovespa após forte alta em 2025
05/01/2026 às 09:18por Redação Plox
05/01/2026 às 09:18
— por Redação Plox
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O dólar começou a sessão desta segunda-feira (5) em leve alta, subindo 0,12% às 9h01, cotado a R$ 5,4305. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tem abertura prevista para as 10h.
A primeira sessão da semana é marcada pela cautela dos investidores, que acompanham a crise na Venezuela, as novas projeções econômicas do Banco Central e as mudanças na composição do Ibovespa.
Dólar, moeda norte-americana
Foto: Free Pik
Crise na Venezuela e impacto nos ativos
O ataque dos Estados Unidos à Venezuela, que resultou na captura de Nicolás Maduro, concentra as atenções no cenário internacional. Maduro deve participar ainda hoje de uma audiência em Nova York.
Os preços do petróleo seguem voláteis e próximos da estabilidade, em meio à tensão geopolítica. Já o ouro dispara mais de 2%, enquanto os bonds venezuelanos sobem com força, refletindo as expectativas de reestruturação da dívida do país.
Boletim Focus e cenário econômico no Brasil
No Brasil, o boletim Focus trouxe as primeiras projeções de 2026. Economistas estimam queda dos juros, crescimento mais moderado do PIB, inflação dentro da meta e câmbio estável.
A previsão de inflação para 2025 recuou para 4,31%, enquanto a projeção para 2026 teve leve alta, passando a 4,06%.
Ibovespa inicia ano em baixa e muda de composição
O Ibovespa começou 2026 em queda, após ter acumulado alta de quase 34% em 2025, seu melhor desempenho em nove anos. A nova carteira do índice passa a incluir as ações da Copasa (CSMG3) e a retirar os papéis da CVC Brasil (CVCB3), conforme a última prévia divulgada.
Desempenho recente do dólar e do Ibovespa
Dólar
Acumulado da semana: -2,16%
Acumulado do mês: +1,18%
Acumulado do ano: -1,18%
Ibovespa
Acumulado da semana: -0,22%
Acumulado do mês: -0,36%
Acumulado do ano: -0,36%
Bolsas globais começam 2026 em alta
Em 2025, o índice MSCI World, que reúne ações de grandes mercados, avançou mais de 20%, no melhor desempenho desde 2019. Para 2026, analistas projetam crescimento de cerca de 12% nos lucros das empresas.
Com vários mercados ainda em ritmo reduzido por causa dos feriados — Japão e China permaneceram fechados —, o volume de negociações foi baixo. Mesmo assim, as principais bolsas globais iniciaram 2026 em alta.
Mercados nos Estados Unidos
Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones interrompeu uma sequência de quatro pregões de queda e fechou a sexta-feira (2) em alta de 0,67%, aos 48.383,22 pontos. O S&P 500 avançou 0,18%, para 6.858,02 pontos, enquanto o Nasdaq Composite recuou 0,02%, aos 23.236,69 pontos.
O mercado norte-americano encerrou 2025 com perda de fôlego, especialmente no setor de tecnologia, que passa por revisões nas projeções dos analistas. Para este ano, o foco permanece em juros, política monetária e nas decisões do governo Trump.
Europa em alta com juros menores e estímulos
Na Europa, o clima foi mais positivo. O índice STOXX 600 subiu 0,7%, para 596,14 pontos, ficando a apenas quatro pontos da marca simbólica de 600, com o retorno dos investidores após o Ano Novo. O indicador emendou ainda a terceira semana seguida de ganhos.
O índice fechou 2025 com o melhor desempenho desde 2021, apoiado na queda das taxas de juros, em estímulos fiscais na Alemanha e em um movimento de rotação de investimentos, com saída de recursos das ações de tecnologia dos EUA — consideradas caras — para outros mercados.
Setores ligados à defesa, bancos, energia e commodities lideraram as altas, enquanto o imobiliário ficou para trás. Mesmo com sinais de enfraquecimento da indústria na zona do euro, investidores seguem apostando que o continente pode atravessar 2026 em cenário mais estável.
Ásia reage com otimismo em tecnologia e IA
Na Ásia, o destaque foi Hong Kong. O índice Hang Seng registrou forte alta e atingiu o maior nível em cerca de um mês e meio, impulsionado pelo novo otimismo com o setor de inteligência artificial na China.
A apresentação de tecnologias mais baratas para desenvolvimento de IA reacendeu o interesse dos investidores. A forte estreia de uma empresa chinesa de chips de IA na bolsa reforçou a percepção de que o setor pode ser um dos principais motores dos mercados em 2026.
Outros mercados asiáticos, como Taiwan, Coreia do Sul e Singapura, também renovaram recordes. Japão e China continental permaneceram fechados e só devem retomar as negociações nos próximos dias.
Ouro renova papel de porto seguro
Os metais preciosos seguem em alta. No primeiro pregão de 2026, o ouro avançou mais de 1%, ampliando um movimento histórico: em 2025, o metal registrou a maior valorização em 46 anos. Prata e platina também tiveram os maiores ganhos de sua série histórica.
Esse movimento reflete a busca por proteção diante da fraqueza do dólar, das tensões geopolíticas e da expectativa de juros mais baixos nos Estados Unidos. Bancos centrais e grandes investidores continuam ampliando suas posições em ouro.
Já o petróleo iniciou 2026 tentando se recuperar de um ano difícil: em 2025, o preço teve a maior queda anual desde 2020. No primeiro dia útil do ano, Brent e WTI oscilaram pouco, com leves altas ou baixas, em meio a incertezas sobre o crescimento global e a demanda por energia.