Não perca nenhuma notícia que movimenta o Brasil e sua cidade.
É notícia? tá no Plox
Saúde
Prefeitura de Ipatinga inicia primeiro LIRAa de 2026 para mapear focos do Aedes aegypti
Levantamento mobiliza cerca de 80 agentes na vistoria de 4,7 mil imóveis até 9 de janeiro, com foco no combate à dengue, zika e chikungunya e apelo à colaboração da população
05/01/2026 às 15:27por Redação Plox
05/01/2026 às 15:27
— por Redação Plox
Compartilhe a notícia:
A Prefeitura de Ipatinga deu início, nesta semana, ao primeiro Levantamento de Índice Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) de 2026. A ação se estende até a próxima sexta-feira, 9 de janeiro, e mobiliza cerca de 80 Agentes de Combate a Endemias, que irão vistoriar 4.736 imóveis em diferentes bairros do município.
Foto: Divulgação
O levantamento tem como objetivo mapear as áreas com maior índice de infestação larvária do mosquito Aedes aegypti, transmissor de dengue, zika e chikungunya. Realizado quatro vezes por ano, o LIRAa fornece a base técnica que orienta as ações de controle, prevenção e combate às arboviroses no município.
Foto: Divulgação
Ao longo da semana, os agentes estarão nas ruas realizando as vistorias, todos devidamente uniformizados. A Prefeitura reforça o pedido de colaboração dos moradores para permitir o acesso às residências, etapa considerada fundamental para garantir a precisão dos dados coletados.
Foto: Divulgação
Participação da população é decisiva
De acordo com a gerente do Departamento de Zoonoses, Vanessa Andrade, a participação da comunidade tem impacto direto na eficiência do trabalho.
O LIRAa é uma ferramenta essencial para identificarmos onde o mosquito está se proliferando e, a partir disso, direcionarmos as ações de forma mais eficaz. Por isso, é fundamental que os moradores recebam os agentes e também façam a sua parte no cuidado com os quintais e ambientes internosVanessa Andrade
Período chuvoso mantém situação em alerta
No último levantamento, realizado em outubro de 2025, o índice médio de infestação em Ipatinga foi de 3%, abaixo dos 5% registrados no mesmo período de 2024. Apesar da redução, o resultado já acendia um alerta em razão do início do período chuvoso, que favorece a proliferação do mosquito.
Com as chuvas ainda frequentes na região, a Prefeitura reforça a necessidade de manter cuidados básicos, como eliminar recipientes que possam acumular água.
Foto: Divulgação
Focos continuam concentrados dentro das casas
O levantamento anterior também indicou que a maior parte dos criadouros do Aedes aegypti continua dentro das residências. Os depósitos móveis, como vasos, pratos, frascos e bebedouros, responderam por 45,6% dos focos identificados. Em seguida aparecem o lixo acumulado (17,1%), os depósitos fixos, como calhas e lajes (13,9%), e tambores ou tonéis ao nível do solo (13,3%).
A orientação da Prefeitura é clara: eliminar a água parada é a forma mais eficaz de combater o Aedes aegypti. A recomendação é que os moradores reservem cerca de dez minutos por semana para vistoriar vasos de plantas, calhas, ralos, caixas d’água e outros recipientes que possam acumular água.
A Administração Municipal reforça que o enfrentamento às arboviroses depende da ação conjunta entre poder público e população, sobretudo neste período de maior risco para a transmissão das doenças.