Capital paulista enfrenta sequência de calor abafado, temporais e fim de semana escaldante
Climatempo prevê calor intenso, risco de chuva forte com ventos de até 60 km/h e possível granizo na capital e Grande São Paulo, com domingo chegando a 35 °C
O governo de Israel afirmou nesta segunda-feira (5) que o ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro, capturado pelos Estados Unidos em uma operação relâmpago no último sábado (3), utilizou a Venezuela para lavar dinheiro do grupo terrorista libanês Hezbollah, com respaldo do Irã.
icolás Maduro
Foto: Gabinete de Imprensa da Presidência da Venezuela
Segundo o porta-voz do Executivo israelense, Maduro teria transformado o país em uma plataforma de apoio a redes terroristas, vinculando Caracas ao chamado “eixo do terror” liderado por Teerã.
Em coletiva de imprensa diária, a porta-voz do governo de Israel, Shosh Bedrosian, declarou que Maduro chefiou um regime de caráter terrorista, sustentado pelo Irã e envolvido em narcotráfico e lavagem de dinheiro para o Hezbollah. Para a representante israelense, a Venezuela passou a integrar o eixo de influência iraniano na região.
Bedrosian também reforçou o posicionamento do Ministério das Relações Exteriores de Israel, segundo o qual a Venezuela teria servido de base para operativos do Hezbollah e abrigado instalações destinadas à produção de armas de origem iraniana.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, já havia comemorado no domingo (4) o que descreveu como o retorno de “muitos países” da América Latina ao eixo de influência dos Estados Unidos, após a operação norte-americana que atingiu alvos estratégicos na Venezuela e resultou na captura de Maduro em Caracas.
Netanyahu felicitou o presidente americano, Donald Trump, pela ação, em linha com manifestações públicas do ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, que elogiou o líder norte-americano e expressou o desejo de que, com um eventual retorno da democracia à Venezuela, os dois países possam restabelecer relações amistosas.
O Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela determinou que a vice-presidente executiva, Delcy Rodríguez, assuma o cargo de presidente interina após o sinal verde de Trump para que ela conduzisse temporariamente o país.
Em pronunciamento no sábado, depois da captura de Maduro, Rodríguez acusou os Estados Unidos de realizarem uma operação com objetivo único de promover mudança de regime e se apropriar dos recursos naturais venezuelanos, além de atribuir ao ataque norte-americano um “tom sionista”.
A relação entre Caracas e Tel Aviv está rompida desde 2009, quando o então presidente Hugo Chávez decidiu cortar laços diplomáticos com Israel durante a “Operação Chumbo Fundido” na Faixa de Gaza. Desde então, a Venezuela tornou-se uma das críticas mais contundentes das políticas israelenses em relação aos palestinos.
Nesse contexto, a líder opositora venezuelana María Corina Machado tem se posicionado de maneira oposta à linha oficial chavista. À espera do desfecho político após a queda de Maduro, ela tem defendido publicamente a ofensiva israelense em Gaza e já manifestou intenção de instalar uma embaixada venezuelana em Jerusalém caso venha a assumir o poder.
As declarações cruzadas de autoridades israelenses e venezuelanas evidenciam a disputa geopolítica em torno da crise no país sul-americano, em meio à ofensiva dos Estados Unidos e às acusações de ligação de Caracas com o Hezbollah e o Irã.