STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
Em sessão virtual iniciada em 13/03/2026, colegiado avalia se referenda ou revisa decisão individual do ministro André Mendonça no caso ligado ao Banco Master
Todos os segmentos do comércio varejista de Minas Gerais encerraram o Natal de 2025 com desempenho estável e sinais de adaptação ao cenário econômico. De acordo com o Monitor de Vendas do Natal, realizado pelo Núcleo de Estudos Econômicos e de Inteligência & Pesquisa da Fecomércio MG, 43,4% das empresas tiveram suas expectativas de vendas alcançadas ou superadas, enquanto 42,8% registraram resultado semelhante ao de 2024.

Foto: Divulgação
Entre os empresários que relataram crescimento, os aumentos se concentraram principalmente na faixa de 10% a 20%. Já entre aqueles que observaram queda nas vendas, as retrações ficaram, em sua maioria, entre 10% e 25%. O baixo fluxo de consumidores e o endividamento das famílias foram os fatores mais citados para os resultados negativos.
Segundo a economista da Fecomércio MG, Fernanda Gonçalves, o Natal de 2025 foi marcado por cautela tanto por parte dos consumidores quanto das empresas. Para ela, o comércio conseguiu manter estabilidade mesmo diante de um público mais retraído, em um contexto no qual o crédito e o 13º salário tiveram papel decisivo, ao concentrarem as compras na reta final do mês.
O levantamento mostra que 58,3% das compras foram realizadas às vésperas do Natal, após o pagamento da segunda parcela do 13º salário. O cartão de crédito parcelado foi o meio de pagamento mais utilizado, presente em 36,5% das transações, evidenciando a estratégia dos consumidores de diluir os gastos ao longo dos meses.
O ticket médio das compras de Natal ficou em R$ 200,31, com maior concentração de valores entre R$ 100 e R$ 200. A economista ressalta que as estratégias adotadas pelas empresas foram determinantes para o desempenho, com ações dentro das lojas, promoções direcionadas e maior visibilidade para atrair um consumidor mais atento a preços e condições de pagamento.
As vendas online estiveram presentes em 25% das empresas que participaram do estudo. Entre essas, 37,8% relataram desempenho melhor que em 2024. Mesmo assim, o canal digital ainda representa uma fatia limitada do faturamento no período natalino, geralmente de até 20%.
Para atender à demanda sazonal, 15% das empresas contrataram funcionários temporários, reforçando o papel do Natal como gerador de postos de trabalho pontuais no comércio.
Os resultados do levantamento indicam que o período natalino continua essencial para o varejo mineiro, estimulando o consumo das famílias em todo o estado, mesmo em um ambiente de incertezas econômicas. Segundo o Índice de Consumo das Famílias (ICF), houve aumento do consumo em dezembro em Belo Horizonte, o que evidencia o papel decisivo do Natal na sustentação da demanda local.
Esse movimento observado na capital se refletiu pelo estado, favorecendo o consumo de curto prazo, especialmente em gastos típicos de fim de ano. No entanto, fatores estruturais como juros elevados, inflação acumulada e renda pressionada ainda limitam o acesso a compras de maior valor, tornando o consumidor mineiro mais cauteloso.
Mesmo com restrições, o cartão de crédito se consolidou como principal meio de pagamento, o que reforça a importância do crédito para viabilizar as compras. Somado a isso, a força afetiva da data e as estratégias comerciais contribuíram para que 43,4% dos entrevistados alcançassem ou superassem suas expectativas de vendas, movimentando de forma significativa a economia do varejo em Minas Gerais.
Ao analisar os próximos meses, Fernanda Gonçalves avalia que o desempenho do Natal oferece sinais relevantes para o varejo. Para ela, os resultados indicam que o setor permanece fortemente dependente da renda e do crédito, o que exige atenção redobrada à gestão dos negócios.
Nesse contexto, a economista destaca que planejamento financeiro, gestão eficiente de estoques e integração entre canais de venda tendem a ser decisivos para que as empresas consigam enfrentar os desafios de 2026 e manter níveis sustentáveis de faturamento.
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG) é a principal entidade representativa do setor no estado, abrangendo mais de 750 mil empresas e 54 sindicatos. Sob a presidência de Nadim Elias Donato Filho, atua como porta-voz das demandas do empresariado, buscando soluções por meio do diálogo com o poder público e a sociedade.
Entre suas atribuições está a administração do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) em Minas Gerais. A atuação integrada das três casas fortalece a oferta de serviços que beneficiam comerciários, empresários e a comunidade em geral, por meio de diversas unidades distribuídas pelo estado.
Desde 2022, a Federação tem ampliado sua presença na agenda pública, promovendo debates sobre a importância do comércio de bens, serviços e turismo para o desenvolvimento econômico mineiro. Em parceria com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), presidida por José Roberto Tadros, a Fecomércio MG atua na defesa dos interesses do setor em âmbito municipal, estadual e federal.
A entidade busca melhores condições tributárias para as empresas, negocia convenções coletivas de trabalho e oferece benefícios voltados ao fortalecimento do comércio. Com 87 anos de atuação, a Fecomércio MG se consolidou como agente fundamental para impulsionar a economia mineira e contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população.