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    Prefeitura de Fabriciano inicia novo levantamento do índice de infestação do Aedes Aegypti

    O estudo visa medir a infestação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya na cidade

    Por Plox

    05/02/2021 20h46 - Atualizado há 10 meses

    A partir desta segunda-feira, 8, até quinta-feira, 11, os agentes de combate a endemias da Prefeitura de Coronel Fabriciano estarão nas ruas, de casa em casa, para realizar um novo Levantamento do Índice Rápido de Infestação do Aedes Aegypti (Liraa). O estudo visa medir a infestação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya na cidade.

    O verão é o período de maior reprodução do mosquito e época em que os moradores devem redobrar a atenção com itens que armazenam água ao ar livre e dentro das casas.

    Aliado ao cuidado com potenciais criadouros é preciso abrir as portas de casa para os servidores públicos que vão realizar o levantamento. Com equipamentos e técnica apurada, eles identificam focos com larvas e analisam por região o potencial do perigo que ronda a comunidade.

    Com os dados em mãos, o setor de endemias planeja as ações que a Prefeitura que deverão ser realizadas para eliminar mosquitos e larvas ou mutirões programados de limpeza e recolhimento de entulhos, com prioridade para áreas com maior índice de infestação.

    Foto: Divulgação PMCF

     

    APOIO DA POPULAÇÃO É FUNDAMENTAL
    Desde 2017 a Prefeitura desenvolve o programa de combate a arboviroses que tem mantido sob controle a infestação do Aedes Aegypti. No levantamento realizado no final de 2019, o índice geral foi de 0,5%, considerado de baixo risco pelo Ministério da Saúde e altamente satisfatório para a administração municipal. No entanto, em janeiro de 2020, influenciado pelo grande volume de chuvas, o índice subiu para 2,2%, situação de alerta.

    Levantamentos anteriores apontam que os locais com maior quantidade de focos são bebedouros de animais (47,2%), tambores abertos (25%), piscinas: 23% garrafas pet (9%), vasos sanitários, pneus velhos e vasos de plantas (6%), maior parte, reservatórios que estão dentro de casa. Portanto, eliminar a água parada é a forma mais eficiente de evitar a procriação do mosquito e consequentemente o aumento de casos de arboviroses.

    Foto: Divulgação PMCF

     

    PRIMEIRO LIRAA APÓS PANDEMIA
    Com a entrada da pandemia o Estado suspendeu a realização dos levantamentos para resguardar o isolamento social. O Secretário de Governança da Saúde, Ricardo Cacau, lamenta o período sem informações e a suspensão dos serviços, mas afirma que agora é o momento certo de tomar pé da situação e envolver a população em uma grande campanha para reverter um possível aumento de infestação.

    “Durante a pandemia nós alertamos a população para que aproveitasse o isolamento social para combater o mosquito. Muita gente aproveitou esse período para eliminar os focos, então nós acreditamos que o Liraa não nos trará surpresas desagradáveis. No entanto, nós estamos preparados para o que vier e temos certeza que vamos manter esse mosquito fora de ação”, disse Cacau, confiante.

    Este será o primeiro LIRAa do ano e após o início da pandemia. A divulgação do índice ocorrerá na sexta-feira, dia 12.

    Foto: Divulgação PMCF

     

    SITUAÇÃO DE ALERTA – ÍNDICE DE 1% A 3,9%
    São Domingos II: 1,2%
    Olaria: 1,5%
    Giovaninni: 1,5%
    Sílvio Pereira I: 1,8%
    Morada do Vale: 2%
    Aparecida do Norte: 2%
    Jardim Primavera: 2,4%
    Frederico Ozanan: 2,2%

    SITUAÇÃO SATISFATÓRIA: ABAIXO DE 1%
    Ponte Nova: 0,1% 
    JK: 0,1% 
    Caladinho do Meio: 0,1%
    Bom Jesus: 0,2%
    Caladinho de Baixo: 0,3%
    N. Senhora do Carmo: 0,3%
    Sílvio Pereira II: 0,4%
    Santa Terezinha II: 0,4%
    Aldeia do Lago 0,4%
    Santa Cruz: 0,8%
    Universitários: 1% 
    São Vicente: 1%
     

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