Irmãs mortas em Ipatinga: delegado diz que houve estupro e espancamento antes da execução

Três suspeitos do duplo latrocínio foram presos na manhã desta segunda-feira (05) na Operação Xeque-Mate, das Polícias Civil e Militar

Por Plox

05/02/2024 13h46 - Atualizado há 4 meses

As irmãs, Elisangela Ribeiro da Cruz, 50 anos, e Camila Keila Ribeiro da Cruz, 34 anos, viveram momentos de terror antes de serem mortas a tiros em Ipatinga, no dia 05 de janeiro. Segundo o delegado Marcelo Marino, elas foram sequestradas, ficaram horas em cárcere privado, foram espancadas e, pelo menos uma delas, foi estuprada. O exame revelou esperma na calcinha. Os detalhes sobre o crime foram repassadas para a imprensa na manhã desta segunda-feira (05) pelo delegado de homicídios e também pelo capitão Glauberson. Eles anunciaram também que três suspeitos foram presos e um está foragido. A investigação da Polícia Civil, em Ipatinga, apontou que as irmãs foram vítimas de latrocínio, que é o roubo seguido de morte. 
 

 

Motivação do duplo latrocínio
De acordo com o delegado Marcelo Marino, uma das irmãs, Camila, tinha um relacionamento com um motorista de aplicativo e não aceitou o fim do término, feito por ele. Ela ainda viu o ex com outra mulher. Tudo isso despertou nela um desejo de retaliação. “Ela contratou quatro indivíduos do bairro Esperança para darem uma surra no seu ex-namorado. Levou esses indivíduos até o local onde essa pessoa morava e eles ficaram ali de tocaia. As câmeras de segurança do prédio captaram as imagens deles. A investigação partiu dessas imagens pra tentar determinar a autoria. No dia seguinte, como eles não conseguiram dar a surra no motorista de Uber, ela foi procurá-los no bairro Esperança querendo o dinheiro de volta. Só ela estava lidando com gente muito perigosa. E não só devolveram o dinheiro dela, mas tomaram tudo o que ela tinha e ainda mataram para tentar evitar que o crime fosse descoberto”, detalhou o delegado.
 

Foto: Reprodução / Rede social

 

Antes da execução, elas foram levadas para o cativeiro na casa de um deles e lá pelo menos uma delas foi estuprada. “A gente sabe disso porque a medicina legal encontrou esperma na calcinha de uma delas. E essa mesma moça que foi violentada ela sofreu um duro golpe no maxilar, que quebrou o maxilar e alguns dentes”, revelou Marcelo Marino.
Depois disso, as vítimas foram colocadas, amarradas e amordaçadas, no porta malas do carro e no bairro Chácaras Madalena e cada uma recebeu nove tiros de pistola nove milímetros. 
Os bandidos roubaram bolsas, celulares, cartões bancários e a quantia de R$ 1 mil que estava com uma delas. Com o somatório dos crimes, os suspeitos podem alcançar a pena de 80 anos de prisão, explicou o delegado.
 

Foto: Marcelo Augusto / Plox

 

Prisão
A prisão de três dos quatro suspeitos do duplo latrocínio foi feita na manhã desta segunda-feira (05), na Operação Xeque-Mate, em que foram cumpridos mandados de prisão a partir do pedido da delegacia de Homicídio. Segundo o delegado Marcelo Marino, no interrogatório, houve confissão parcial sobre o que cada um fez. Porém, se recusaram a falar o valor que receberam de Camila. “O que nós sabemos é que a Camila saiu de casa com um maço de R$ 1 mil. Então supõe-se que esse seja o valor do serviço contratado”, esclareceu o delegado.
O capitão Glauberson ressaltou que eles são conhecidos no meio policial e têm passagens por tráfico de drogas e outros crimes violentos. Um quarto suspeito está foragido.
 

O delegado Marcelo Marino e o capitão Glauberson destacaram a importância do trabalho em conjunto das Polícias Civil e Militar para o sucesso da prisão dos três suspeitos.


O delegado Marcelo Marino descartou que haja ligação entre o crime cometido contra as irmãs e o triplo homicídio ocorrido na sexta-feira à noite, em frente a um bar, no bairro Bethânia, também em Ipatinga. O veículo suspeito de ter sido utilizado naquele triplo homicídio era outro modelo e outra marca e essas mulheres não estiveram no local. Eu sei que isso foi divulgado em rede social, mas lamentavelmente as redes sociais são terra de ninguém”, afirmou o delegado.
 

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