TSE prepara regulamentação sobre o uso de IA nas eleições municipais de 2024

Normas visam coibir a disseminação de conteúdo falso e manipulado, enquanto especialistas debatem o impacto da tecnologia no marketing político

Por Plox

05/02/2024 09h12 - Atualizado há 2 meses

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está em fase de finalização de um conjunto de diretrizes que vão regular o emprego da inteligência artificial (IA) nas campanhas das eleições municipais de 2024. A minuta, que foi tema de uma audiência pública em janeiro, tem como foco principal a preocupação com a propagação de conteúdos audiovisuais falsos e manipulados. Além disso, o debate se estende à utilização da IA como instrumento de marketing político, destacando sua habilidade para produzir materiais de campanha, como slogans e propagandas, com pouca ou nenhuma intervenção humana.

foto: Plox


Inteligência Artificial na Mira do TSE
A intenção do TSE é estabelecer limites para o uso da IA, a fim de prevenir o surgimento de conteúdo enganoso nas campanhas eleitorais. A preocupação cresce à medida que ferramentas como o ChatGPT mostram que é possível gerar, de forma quase autônoma, diversos materiais de campanha, dificultando a distinção entre o que é criado por seres humanos e o que é gerado por máquinas.
Desafios e Perspectivas no Marketing Político
Profissionais da área, como o publicitário Acácio Veras, reconhecem o valor da IA no marketing político, mas alertam para os desafios de discernir entre criações humanas e artificiais. Antonio Carlos Paes Barbosa, diretor de uma agência que utiliza IA em estratégias de campanha, ilustra a capacidade da tecnologia de simular interações humanas nas redes sociais, criando personagens fictícios que dialogam com eleitores.
Limitações e Cautelas
Apesar das vantagens aparentes, existem ressalvas quanto à eficácia do ChatGPT e ferramentas similares. A reportagem do jornal O TEMPO aponta para a produção de conteúdo genérico, que carece de especificidades locais, e para a limitação de dados atualizados até 2022. Frederico Oliveira, pesquisador do Centro de Excelência em Inteligência Artificial da Universidade Federal de Goiás (UFG), adverte sobre o risco de "alucinações" das IA, onde a falta de informação pode levar à fabricação de dados inverídicos.
O Papel Estratégico da IA nas Campanhas
Além da criação de conteúdo, a IA desempenha um papel crucial na análise de dados e no mapeamento de interesses eleitorais, segundo Acácio Veras. A tecnologia oferece insights valiosos sobre o ambiente político, auxiliando na tomada de decisões estratégicas das campanhas.
 

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