Centro de São Paulo chega a 48 horas sem luz após apagão; Enel ainda não prevê normalização

Falha na rede subterrânea teria como epicentro a Rua Paim e afetou regiões como Bela Vista, Consolação, Higienópolis, Vila Buarque e Santa Cecília.

05/02/2026 às 13:36 por Redação Plox

Moradores e comerciantes da região da Rua Augusta e de outros endereços no Centro de São Paulo chegaram, nesta quinta-feira (5), a 48 horas sem energia elétrica, acumulando prejuízos, interrupções de serviços e ruas tomadas por geradores.


Laboratório móvel da Enel no Centro de SP

Laboratório móvel da Enel no Centro de SP

Foto: Walace Lara/TV Globo


O problema começou com um apagão que atingiu a área na terça-feira (3). De acordo com a Enel, concessionária responsável pelo fornecimento de energia na capital, mais de 30 mil imóveis chegaram a ficar sem luz no pico da ocorrência. O número atualizado de endereços ainda sem energia não havia sido divulgado até esta quinta.

Em bairros como Bela Vista, Consolação, Higienópolis, Vila Buarque e Santa Cecília, geradores seguem espalhados por calçadas, entradas de prédios e fachadas de comércios. Parte desses equipamentos foi instalada pela própria concessionária, enquanto outros foram contratados por moradores e lojistas para tentar diminuir os impactos do blecaute, que teve início por volta do meio-dia de terça.

Imagens registradas pela TV Globo já mostravam, desde a tarde de quarta-feira (4), diversos geradores funcionando simultaneamente na região, cenário que se repetia nesta quinta. Funcionários da Enel apontaram a Rua Paim, na área central, como epicentro do apagão.

Rede subterrânea concentra falhas e dificulta reparo

No início da tarde desta quinta-feira (5), equipes da Enel removeram um disjuntor considerado um dos pontos de problema na rede subterrânea da Rua Paim, na Bela Vista. Segundo funcionários da empresa, o maior foco de preocupação segue sendo o cabeamento, que ainda está em processo de mapeamento.

A concessionária permanece sem previsão para a normalização completa do serviço nem para a identificação da causa geral do apagão. Enquanto isso, a região central convive com postes apagados, comércios operando de forma limitada e edifícios dependentes de geradores para manter elevadores, iluminação e equipamentos essenciais.

Instabilidade, ruas inteiras sem luz e impacto no dia a dia

Desde a madrugada de quarta-feira (4), moradores relatam instabilidade constante no fornecimento e longos períodos em completa escuridão. Na manhã desta quinta (5), ainda havia ruas inteiras sem energia, segundo relatos de comerciantes ouvidos pela reportagem.

Boletim recente da Enel apontou que a interrupção teve início na rede subterrânea que abastece o entorno das avenidas 9 de Julho e Higienópolis. Por se tratar de um circuito subterrâneo, a identificação exata do ponto de falha exige procedimentos técnicos específicos, o que, segundo a empresa, ajuda a explicar a demora na conclusão dos reparos.

Enel fala em restabelecimento parcial e processo complexo

A concessionária informou que o fornecimento de energia já foi restabelecido para a maior parte dos clientes afetados, mas alertou para a possibilidade de novas oscilações durante a transferência definitiva da carga para a rede elétrica principal.

A empresa afirma que, como todo o circuito que atende a região é subterrâneo, o trabalho de reparo e de transferência é tecnicamente mais complexo e demanda mais tempo de execução. Nesse período, geradores continuam sendo usados para garantir o abastecimento emergencial enquanto as equipes finalizam os serviços na rede subterrânea.

Compartilhar a notícia

V e j a A g o r a