Defesa diz ao STF que saúde de Bolsonaro piorou na prisão e pede laudo da PF com urgência

Advogados relatam episódios de vômitos e crises de soluço e afirmam que precisam do documento para avaliar eventual pedido de prisão domiciliar

05/02/2026 às 08:29 por Redação Plox

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro informou ao Supremo Tribunal Federal que houve uma piora recente no estado de saúde do político, que está preso em Brasília. Os advogados afirmam que ele passou a apresentar “episódios eméticos” (vômitos) e crises de soluço acentuadas, e cobram o acesso ao laudo médico produzido pela Polícia Federal, considerado essencial para avaliar um eventual pedido de prisão domiciliar.

Ex-presidente Jair Bolsonaro

Ex-presidente Jair Bolsonaro

Foto: Beto Barata/ PL


Defesa pressiona por laudo da perícia médica da PF

Em petição apresentada no processo de execução penal, os advogados de Bolsonaro relatam que aguardam o documento produzido por uma junta médica da Polícia Federal, encarregada de analisar se o quadro clínico do ex-presidente justificaria o cumprimento da pena em regime de prisão domiciliar.

Bolsonaro está detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, desde 15 de janeiro. No mesmo dia, o ministro Alexandre de Moraes determinou uma nova avaliação por peritos da PF, fixando prazo de 10 dias para que o laudo fosse juntado ao processo. Antes da transferência, o ex-presidente cumpria a prisão na Superintendência da Polícia Federal, também em Brasília.

Visita de peritos e atraso na juntada do documento

De acordo com a defesa, em 20 de janeiro a Diretoria Técnico-Científica da Polícia Federal, composta por três médicos, esteve com Bolsonaro para realizar a perícia. Desde então, os advogados afirmam não ter tido acesso às conclusões da equipe.

Na manifestação enviada ao STF, a defesa registra que, passados mais de 10 dias desde o exame, o laudo ainda não foi anexado aos autos e pede que o ministro Alexandre de Moraes determine a intimação da Superintendência da PF para apresentação imediata do documento, “com a máxima urgência”.

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