Dólar abre em leve queda e mercado reage a indicadores e balanços de bancos

Moeda recua 0,15% para R$ 5,2418, enquanto o Ibovespa inicia as negociações às 10h em meio à agenda econômica e à temporada de resultados

05/02/2026 às 09:10 por Redação Plox

O dólar começou a sessão desta quinta-feira (5) em leve queda, recuando 0,15% na abertura, a R$ 5,2418. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, passa a operar a partir das 10h, em meio a um dia marcado por indicadores econômicos no Brasil e no exterior.


Dólar, moeda norte-americana

Dólar, moeda norte-americana

Foto: FreePik

Agenda internacional: emprego nos EUA e impacto da tecnologia

Nos Estados Unidos, o foco dos investidores está na divulgação do relatório Jolts, que mede o número de vagas de emprego em aberto na economia. Inicialmente previsto para terça-feira (3), o dado foi adiado em função da paralisação parcial do governo americano.

Em Wall Street, o humor dos mercados foi pressionado após a Alphabet, dona do Google, projetar despesas com inteligência artificial bem acima do esperado. A avaliação dos investidores agora se volta para os resultados da Amazon, que ajudam a balizar o apetite por risco no setor de tecnologia.

Cenário doméstico: balança comercial e temporada de balanços

No Brasil, a agenda econômica desta quinta-feira inclui a divulgação do resultado da balança comercial de janeiro, para a qual se espera um superávit de US$ 3,8 bilhões.

A temporada de balanços do quarto trimestre de 2025 segue em ritmo forte e mantém os holofotes sobre as ações listadas na B3. Nesta quinta-feira, o Bradesco divulga seus números depois do encerramento do pregão.

Na véspera, o Itaú reportou lucro líquido de R$ 12,32 bilhões no quarto trimestre, alta de 3,7% em relação aos três meses anteriores e de 13,2% na comparação anual, superando as estimativas dos analistas. O desempenho robusto do banco é visto como potencial gatilho para um dia mais favorável na bolsa, dada a forte representatividade do setor financeiro no Ibovespa.

Desempenho recente do dólar

No acumulado mais recente, o comportamento da moeda americana frente ao real é o seguinte:

Acumulado da semana: +0,04%;
Acumulado do mês: +0,04%;
Acumulado do ano: -4,36%.

Ibovespa: resultado no ano é positivo

O Ibovespa vem mostrando desempenho favorável em 2025:

Acumulado da semana: +0,19%;
Acumulado do mês: +0,19%;
Acumulado do ano: +12,77%.

Lucros dos bancos e reação da bolsa

A temporada de resultados das empresas de capital aberto já influencia diretamente o comportamento dos ativos na bolsa brasileira. Entre os balanços recentes, um dos destaques foi o do Santander, que registrou lucro líquido de R$ 4,1 bilhões no quarto trimestre de 2025, em linha com as expectativas do mercado.

Por outro lado, o resultado antes de impostos ficou abaixo das projeções e inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior, o que foi recebido de forma negativa pelos investidores e se refletiu imediatamente nas ações.

Os papéis do Santander recuaram mais de 2% na sessão, movimento que contaminou o restante do setor bancário. Ações de Banco do Brasil, Bradesco e Itaú também encerraram o dia em queda, em um ambiente de maior cautela. Como os bancos têm grande peso na composição do Ibovespa, esse movimento ajudou a pressionar o índice para baixo.

Os investidores agora acompanham as próximas divulgações, que devem continuar ditando o ritmo da bolsa. O Itaú Unibanco tem previsão de divulgar seus números ainda nesta quarta-feira, após o fechamento do pregão. Em seguida, estão no radar empresas como Bradesco, Multiplan, Porto Seguro, BR Partners e ABC Brasil.

Bolsas globais operam com sinais mistos

Os mercados internacionais encerraram o pregão de quarta-feira com direção indefinida, refletindo um clima de cautela entre os investidores.

Em Nova York, o Dow Jones avançou 0,53%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq recuaram 0,51% e 1,51%, respectivamente, evidenciando movimentos distintos entre setores e empresas de tecnologia.

Na Europa, os principais índices também fecharam sem tendência única. O STOXX 600, referência pan-europeia, renovou o recorde de fechamento, mas com ganhos limitados. Entre os mercados locais, o CAC 40, da França, subiu 1,01%; o DAX, da Alemanha, caiu 0,72%; e o FTSE 100, do Reino Unido, avançou 0,85%.

Na Ásia, o desempenho foi majoritariamente positivo. As altas foram puxadas principalmente por ações de consumo e energia na China, compensando perdas no segmento de tecnologia. O índice CSI300 subiu 0,83%, enquanto o SSEC, de Xangai, avançou 0,85%. Em Hong Kong, o Hang Seng teve leve alta de 0,05%.

No Japão, o Nikkei registrou avanço de 0,78%. Na Coreia do Sul, o Kospi subiu 1,57%. Em Taiwan, o Taiex ganhou 0,29%, e, em Cingapura, o Straits Times encerrou o dia com alta de 0,43%.

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