“Talarico tem que morrer”, disse suspeito antes de matar amante da esposa

Segundo a ocorrência, crime ocorreu após o suspeito descobrir uma suposta traição; vítima chegou a avisar por telefone que o marido da mulher estava a caminho

05/02/2026 às 14:38 por Redação Plox

Suspeito de matar a tiros um homem de 37 anos após descobrir uma suposta traição, Anderson de Macedo chamou a vítima de “talarico” e afirmou que ele “tinha que morrer” enquanto disparava. O crime ocorreu na manhã de quarta-feira (4/2), em uma concessionária na Avenida Marechal Tito, na zona leste de São Paulo.

De acordo com o boletim de ocorrência, um funcionário da loja, que testemunhou o ataque, relatou à polícia que, por volta das 9h, recebeu uma ligação da vítima, identificada como Francisco Almir La Rosa Oliveira. No telefonema, Francisco contou que estava com uma mulher casada e que o marido dela, Anderson, teria descoberto a traição.


“Talarico tem que morrer”, disse suspeito antes de matar amante da esposa

“Talarico tem que morrer”, disse suspeito antes de matar amante da esposa

Foto: Reprodução

Ainda segundo o relato, Francisco avisou o colega que o marido da mulher estaria a caminho da concessionária. Pouco depois, o suspeito apareceu no local perguntando pelo homem, que naquele momento ainda não havia chegado ao estabelecimento.

Execução dentro da concessionária

Minutos mais tarde, Anderson voltou à concessionária e encontrou Francisco. Armado, o suspeito sacou a pistola e efetuou diversos disparos contra a vítima dentro do local de trabalho.

Um dos funcionários ainda tentou intervir, mas foi ameaçado de morte pelo atirador durante a ação, o que impediu qualquer tentativa de socorro imediato. A execução foi registrada por volta das 11h25, em plena atividade comercial da loja.

Motivação ligada à traição

O boletim de ocorrência aponta que a motivação do crime foi o fato de Anderson ter descoberto que Francisco mantinha um relacionamento com sua esposa. Durante os disparos, o suspeito chamou a vítima de “talarico” e reafirmou que ele precisava morrer.

Testemunhas relataram que diversos tiros foram disparados e que o ataque foi direto e direcionado à vítima. Há relatos de que o suspeito chegou a aparentar filmar Francisco ferido após o ataque, dentro da própria concessionária.

Vítima não resiste aos ferimentos

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), Francisco ainda chegou a ser socorrido com vida e encaminhado ao Hospital Municipal Tide Setúbal, na zona leste da capital paulista.

Ele, porém, não resistiu aos ferimentos provocados pelos disparos de arma de fogo e morreu pouco depois de chegar à unidade de saúde.

Investigação e situação do suspeito

O caso foi registrado como homicídio pelo 63° Distrito Policial (Vila Jacuí), que requisitou perícia no local do crime e nos materiais envolvidos na ocorrência.

Até o momento desta publicação, Anderson de Macedo, apontado como autor dos disparos, ainda não havia sido preso. A polícia segue investigando o caso, ouvindo testemunhas e analisando evidências colhidas na concessionária onde a execução ocorreu.

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